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Correio da Manhã

Portugal
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Homem que atropelou namorados começa a ser julgado

Na sequência do acidente um homem morreu e a sua namorada ficou ferida com gravidade.
14 de Maio de 2015 às 20:32
Tribunal de Portalegre
Tribunal de Portalegre FOTO: Madalena Lino
O Tribunal de Portalegre começou esta quinta-feira a julgar um automobilista, de 23 anos, acusado de ter atropelado mortalmente um homem e ferido com gravidade a namorada deste, na madrugada de 1 de janeiro de 2014, naquela cidade.

Virgílio Batista é acusado pelo Ministério Público dos crimes de homicídio por negligência, ofensas à integridade física por negligência e omissão de dever de auxílio, decorrendo ainda uma contra ordenação por manuseamento de aparelho eletrónico (telemóvel).

Os factos remontam à madrugada de 01 de janeiro de 2014 quando, cerca das 05h43, foi dado o alerta às autoridades de que tinha ocorrido um atropelamento na Avenida George Robinson, em Portalegre, provocado por um veículo ligeiro, que se pôs em fuga.

Após investigação das autoridades, a PSP de Portalegre identificou Virgílio Batista, tendo este aguardado até esta altura o desenrolar do processo em liberdade, com o termo de identidade e residência (TIR).

Deste atropelamento resultou a morte de Nuno Oliveira, de 42 anos, residente na zona da Amadora, tendo ficado ferida com gravidade a sua namorada, Sandra Curinha, de 36 anos, residente em Portalegre.

Primeiro julgamento
No decorrer da primeira sessão de julgamento, que conta com 23 testemunhas, o arguido alegou que não se apercebeu do acidente, pensando, na altura, de que tinha embatido em sacos de lixo que se encontravam na via pública.

Além de ter sido ouvido o arguido e a assistente Sandra Curinha, o tribunal ouviu ainda os tripulantes das ambulâncias que ocorreram ao local no dia do acidente, o primeiro agente da PSP que ocorreu ao local, tendo sido ainda iniciada a inquirição ao agende da brigada de investigação da PSP de Portalegre que conduziu a investigação.

Amílcar Santos, advogado do arguido, disse à agência Lusa que acredita nas declarações "claras e espontâneas" do seu cliente, sublinhando que se trata de um processo onde ocorreu um acidente que "não foi presenciado" por ninguém.

Vera Mocinho, advogada dos familiares da vítima mortal, disse por sua vez à Lusa que é prematuro" falar sobre este processo, acreditando, no entanto, de que vai ser feita justiça.

O advogado de Sandra Curinha, Luís Semedo, disse à Lusa que espera que seja feito o "ressarcimento dos danos possíveis", uma vez que há a registar uma vítima mortal e uma outra vítima que "ficou afetada na sua vida pessoal e profissional".

O julgamento vai ser reiniciado na segunda-feira, havendo também agendadas sessões para terça-feira e para o dia 17 de junho.
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