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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Homicida esteve na psiquiatria (COM VÍDEO)

Paulo Grácio, suspeito de ter espancado a mãe até à morte, anteontem, no Tramagal, Abrantes, chegou a ser assistido na psiquiatria do Centro Hospitalar do Médio Tejo, depois de, há cerca de dois meses, ter agredido o pai. <br/><br/>

28 de março de 2012 às 01:00

"Se tivesse ficado internado, evitava-se esta tragédia", considera o presidente da Junta do Tramagal, Vítor Hugo Cardoso.

Segundo o autarca, Paulo Grácio nem sempre tomava os medicamentos para a esquizofrenia. E assegura que a família - a mãe era reformada e o pai está desempregado - nunca pediu ajuda à Comissão Social da Freguesia, um gabinete que podia ter comparticipado na medicação.

O homem não tinha profissão e era conhecido por andar pelas ruas a falar sozinho. Os moradores sabiam que sofria da doença. Chegou a agredir violentamente o pai, obrigando ao seu internamento.

Anteontem, Paulo, de 34 anos, espancou e pontapeou a mãe, Lídia, de 55. Deixou-a no meio da rua, onde acabou por morrer. Foi depois detido pela GNR, num café. Ontem, permanecia no posto da guarda. Estava calmo, mas com um discurso incoerente. Vai ser presente hoje a Tribunal.

O funeral de Lídia Grácio está agendado para esta tarde.

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