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Incêndios em Arouca, Boticas e Alijó mobilizavam pelas 00h30 mais de mil operacionais

Fogo de Arouca é o que mobiliza mais meios.

20 de agosto de 2026 às 00:55

Mais de 1.000 operacionais combatiam pelas 00h30 desta quarta-feira os três fogos ativos em Portugal continental, com o de Arouca (Aveiro) a mobilizar o maior número de meios, seguido de Boticas e Alijó, ambos no distrito de Vila Real.

O fogo que deflagrou às 21h50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, Arouca, no distrito de Aveiro, seguia na noite de quarta-feira com três frentes ativas, duas a arder com intensidade e uma com os trabalhos a decorrerem favoravelmente, segundo fonte da Proteção Civil.

De acordo com a mesma fonte, num balanço pelas 23h15 de quarta-feira, os trabalhos estavam a ser condicionados pela orografia.

Pelas 04h00 de quarta-feira, um acidente de viação causou ferimentos em quatro bombeiros da corporação de voluntários de Arouca, com idades dos 31 aos 54 anos, que se deslocavam para o teatro de operações, segundo fonte da autarquia. Fonte hospitalar detalhou depois que todos esses bombeiros constituíam casos de "politrauma grave".

Pelas 00h30 dsta quarta-feira, o fogo em Arouca mobilizava 613 operacionais, apoiados por 206 meios terrestres, de acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Já o fogo que deflagrou na terça-feira em Boticas e atingiu Chaves, ambos os concelhos do distrito de Vila Real, mobilizava 350 operacionais, apoiados por 112 viaturas.

Artur Mota, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, referiu, num balanço pelas 23h15 de quarta-feira, que o trabalho estava a "evoluir favoravelmente", estando a humidade a fazer-se sentir, o que ajudava ao combate.

O incêndio que deflagrou na quarta-feira à tarde na zona de Presandães, no concelho de Alijó, mantinha à noite uma frente ativa, mas a ceder aos meios, tendo cinco bombeiros ficado com ferimentos ligeiros durante o combate, segundo o comandante das operações.

João Rocha, comandante das operações de socorro (COS) e segundo comandante dos bombeiros de Sanfins do Douro, disse que não houve aldeias em risco, nem necessidade de retirar residentes.

Por causa das operações de combate, a estrada variante entre Alijó e a Chã permanecia fechada ao trânsito na quarta-feira à noite.

Segundo a ANEPC, pelas 00h30 desta quarta-feira estavam mobilizados para este fogo 116 operacionais e 36 viaturas.

Durante a noite de quarta-feira, o incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou para Carrazeda de Ansiães, ambos os concelhos do distrito de Bragança, foi dado como dominado, segundo Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, que realçou a evolução "bastante positiva" dos trabalhos "muito pela ação dos operacionais e das máquinas de rasto no terreno e dos meios aéreos" ao longo do dia.

No terreno, mantinham-se pelas 00:30 desta quarta-feira 449 operacionais, apoiados por 147 viaturas.

Já o incêndio que deflagrou na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, foi dado como dominado ao final da tarde de quarta-feira, tinha adiantado o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia, Cristiano Moreira.

No terreno mantinham-se pelas 00h30 desta quarta-feira 186 operacionais, apoiados por 61 meios terrestres, de acordo com a Proteção Civil.

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