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Inquérito a alegada agressão no Colégio Alemão no Porto não reune prova suficiente

Atividade extracurricular em causa sofrerá alterações.

04 de julho de 2026 às 10:36

O Colégio Alemão, no Porto, que em maio abriu um inquérito por uma alegada agressão de um professor de Coro a um aluno, revelou que a investigação não reuniu prova suficiente, mas a atividade extracurricular em causa sofrerá alterações.

Em comunicado enviado à agência Lusa, e na sequência de contactos em maio, a direção do Colégio Alemão faz público que concluiu o inquérito independente instaurado na sequência de uma denúncia recebida através do seu Canal de Denúncias, realçando que o processo foi conduzido por uma entidade externa independente especializada em proteção de denunciantes.

"A investigação não reuniu prova suficiente para concluir pela existência de ofensa à integridade física, nem por omissão culposa da direção ou da administração, tendo-se identificado oportunidades de melhoria em áreas específicas da supervisão e condução das atividades extracurriculares e da comunicação institucional, apresentando recomendações que serão integralmente implementadas", lê-se no comunicado.

A direção deste colégio do Porto acrescenta que "no âmbito das conclusões alcançadas e da política de melhoria contínua da instituição, foi igualmente decidido introduzir alterações na organização e condução da atividade extracurricular analisada".

A 10 de maio, numa mensagem de correio eletrónico o Colégio Alemão confirmou que "foi apresentada, pelos pais de um aluno, queixa de que o mesmo terá sido fisicamente agredido pelo responsável" da atividade facultativa de Coro e anunciou a abertura de um "inquérito independente".

"A situação não está ainda esclarecida, sendo que as pessoas envolvidas descreveram perceções diferentes do sucedido. É precisamente por isso que um inquérito independente é necessário e adequado", explicava o Colégio.

Na mesma comunicação aos encarregados de educação lia-se que a atividade em causa ficaria suspensa até à conclusão do inquérito, sublinhando-se que este seria conduzido por uma entidade externa e independente".

Nessa data, à Lusa, fonte da PSP confirmou "que foi apresentada uma queixa relativa a factos" ocorridos naquela instituição.

Agora, concluído processo, a direção daquele estabelecimento de ensino refere que "a investigação concluiu que o colégio atuou de forma imediata após a receção da denúncia, suspendendo preventivamente a atividade em causa e promovendo uma análise independente dos factos".

"O relatório confirma igualmente a existência de mecanismos robustos de proteção da infância e juventude, de acordo com a legislação e com as melhores práticas nacionais e internacionais", lê-se, e que "a realização de uma investigação externa independente e a implementação das respetivas recomendações refletem o compromisso do Colégio Alemão do Porto com os mais elevados padrões de proteção, governação e qualidade educativa".

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