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Correio da Manhã

Portugal
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Berardo pediu para audição não ser gravada para proteger a sua imagem

Advogado do empresário diz ser "totalmente ilícita" transmissão da audição pela ARTV.
Lusa 10 de Maio de 2019 às 15:15
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento
Empresário Joe Berardo é ouvido no parlamento

A audição do empresário Joe Berardo não está a ser gravada por câmaras dos órgãos de informação, uma vez que o empresário o pediu para proteção da sua imagem, informou o presidente da comissão parlamentar de inquérito à CGD.

Quando Joe Berardo chegou, pelas 14h45, à comissão parlamentar, na Assembleia da República em Lisboa, os operadores de câmaras de televisão e os fotógrafos recolheram imagens, mas de seguida tiveram de sair, motivo pelo qual o deputado do PSD Duarte Pacheco pediu explicações ao presidente da comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O presidente da comissão de inquérito, Luís Leite Ramos, disse que acedeu ao pedido de Joe Berardo de proteção de imagem na parte relativa à recolha de imagens pelos órgãos de informação, mas que negou o pedido para que a audição não fosse transmitida pela ARTV.

"Pediu em defesa e proteção de sua imagem que a sessão fosse realizada sem presença de fotógrafos e das câmaras de televisão", disse o deputado do PSD e presidente da comissão de inquérito, vincando que isso mesmo foi prática de outras comissões de inquérito.

Duarte Pacheco considerou que é legítimo o empresário pedir a proteção da sua imagem, mas que a decisão do presidente impede que as câmaras dos órgãos de comunicação social recolham imagens das intervenções dos deputados, considerando que podia ter sido feito esse compromisso.

Advogado do empresário diz ser "totalmente ilícita" transmissão da audição pela ARTV

O advogado de Joe Berardo considerou esta sexta-feira "totalmente ilícita" a transmissão pelo canal parlamento (ARTV) da audição que está a decorrer na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

"É totalmente ilícita a transmissão, ainda que pelo canal parlamento. (...) A partir deste momento, qualquer gravação de som e imagem não tem autorização do meu constituinte sem prejuízo da gravação para efeitos legais", afirmou André Luiz Gomes no parlamento, em Lisboa, considerando ser um direito do seu cliente o direito à imagem.

A audição do empresário Joe Berardo não está a ser gravada por câmaras dos órgãos de informação, uma vez que o empresário o pediu, para proteção da sua imagem. Contudo, não foi aceite pelo presidente da comissão parlamentar de inquérito à CGD o pedido para que também não fosse transmitida pela ARTV.

O presidente da comissão de inquérito explicou ainda que só foi informado deste pedido pouco antes do início da audição, motivo pelo qual não colocou esta questão em reunião com os deputados e tomou a decisão sozinho de permitir a não gravação por órgãos de informação, mas a transmissão pela ARTV.

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