Isabel Jordão
JornalistaCatarina Cascarrinho
JornalistaO debate instrutório do processo do acidente que vitimou Sara Carreira, em dezembro de 2020, inicia-se esta quinta-feira.
A fadista Cristina Branco, que está acusada, juntamente com o ator Ivo Lucas, de homicídio negligente vai prestar declarações.
Pais de Sara Carreira chegam ao tribunal
Os pais de Sara Carreira ja se encontram no Tribunal de Santarém.
Correio da Manhã
Seguir Autor:
Fadista Cristina Branco descreve acidente
A fadista Cristina Branco afirmou que não se lembra de uma parte do acidente. "Passei o pórtico da portagem de Santarém e o momento seguinte foi o embate", disse.
"Estou ao telefone com o 112, agarrada à minha filha e ela diz que um carro vai bater. Eu estava com atenção a conduzir, estava a ligar o sistema, vejo umas luzes, travo, acontece o embate. Tinha sangue na cara", afirmou.
Correio da Manhã
Seguir Autor:
Fadista fala do momento que antecedeu o segundo embate
"O meu carro ficou na via central. Passaram carros de um lado e do outro. Ambas as vias estavam livres. Tenho a certeza que travei. E pus a mão direita no peito da minha filha. A minha percepção é que bati numa parede e o carro gira. O instinto de mãe foi pegar na filha e fugir. Fiquei a protegê-la, jamais a deixaria ali sozinha. Não tenho noção do tempo que passou, pareceram horas até ao embate seguinte.", disse Cristina Branco.
Correio da Manhã
Seguir Autor:
Cristina Branco não colocou o triângulo para sinalizar acidente
"Perante as circunstâncias não consegui sinalizar o acidente. Se fosse colocar triângulo atrás não ia adiantar", adiantou Cristina Branco
Correio da Manhã
Seguir Autor:
Fadista afirma que carro embateu noutro capotado
"Vi duas luzes vermelhas mesmo à minha frente, antes do acidente, não sei se era de presença ou travões. Há um carro que vai embater no carro que está capotado", afirmou Cristina branco.
Correio da Manhã
Seguir Autor:
Nuno Azevedo Rocha vai prestar declarações
O compositor Nuno Rocha, ex-companheiro da Cristina Branco, vai agora prestar declarações.
Testemunha de Cristina Branco fala em tribunal
"A Cristina ligou para mim do telefone da miúda, tudo muito atabalhoado. Disse que tinha acabado de entrar na A1 em Santarém. Tinha sangue no nariz mas estava ok. Foi tudo muito rápido, objetivo era ligar ao 112. Ligo, quando tento descrever o local percebi que já estavam a chamar meios de socorro para o local", disse Nuno Rocha.
Ex-companheiro da fadista relata telefonema de Cristina Branco para o filho
"Mais tarde ela [Cristina Branco] liga para o filho mais velho, que estava comigo, já tinha ocorrido o segundo acidente. Ela mal conseguia falar. Passou o telefone à Margarida, a filha, que também começa a chorar. Só no segundo telefonema percebi que estavam no separador central [e não na berma]", acrescentou o ex-companheiro da fadista.
Correio da Manhã
Seguir Autor:
MP diz que condutas em discussão prevêm crime e contra ordenação
"Ao separar, podia haver decisões diferentes e em caso de condenação por crime isso levaria a abdicar da contra ordenação", afirmou o MP
Procurador afirma que "problema do nexo de causalidade entre comportamentos e resultados é a questão mais importante"
"MP tem posições sobre isto que poderão ser criticadas. São as posições que vou assumir, extraídas do meu pensamento e da minha consciência neutral", disse o procurador do Ministério Público.
"O problema do nexo de causalidade entre comportamentos e resultados é a questão mais importante", acrescentou.
Procurador do MP continua com as alegações
"O Paulo Neves tem uma conduta absolutamente incrível. Viajar em auto-estrada a 28 quilómetros hora. Pode provocar um acidente em cadeia brutal. Não chegou a atingir a velocidade mínima para circular na auto estrada. A Cristina resume que conduzia a 108 km hora. Não me parece que ela tenha fugido da realidade. A velocidade diferencial de 80 quilómetros/hora entre os dois veículos foi como se tivesse embatido numa parede", disse o procurador.
"Tem de fazer uma condução defensiva", diz procurador em relação a Cristina Branco
O procurador afirmou que os problemas de interpretação começam com a análise das velocidades a que Paulo neves e Cristina Branco conduziam.
"Não vi nas imagens do acidente nenhum carro à frente da Cristina, só o do Paulo Neves. Surge a questão de excesso de velocidade, por não ter conseguido parar o carro antes de bater. Se a velocidade não fosse excessiva conseguia evitar embate. Não esperava um carro a 28 km, mas pode acontecer. Tem de fazer uma condução defensiva, o outro carro pode ter uma avaria. O outro carro era visível a 400 metros, podia ter visto. Mas o piso estava molhado", acrescentou o procurador
MP mantém acusação de homicídio por negligência e contra ordenações contra Cristina Branco
O procurador afirmou que o "embate pode ter sido motivado" e que "ela [fadista] estava a ligar o Cruise Control".
"Não vejo possibilidade de imputar a ela outro crime diferente. A exegibilidade de colocar triângulo penso que não existe. MP mantém homicídio por negligência e as contra ordenações também", acrecentou.
"Ivo Lucas não tem nenhuma hipótese de ser excluído deste acidente como principal culpado", considera MP
O procurador alega que a relação entre nexo e causalidade que existe entre a velocidade do Paulo Neves e o embate da Cristina, a principal causa é a velocidade a que seguia Paulo Neves.
"A questão é saber o nexo-causalidade da velocidade de Paulo Neves com a colisão do Ivo Lucas que é o resultado final". Há uma quebra do nexo de causalidade. Mas a Cristina domina o facto que leva ao primeiro embate, velocidade excessiva", disse o procurador em representação do MP.
"O Ivo Lucas não tem nenhuma hipótese de ser excluído deste acidente como principal culpado. A fadista tem quota parte de responsabilidade. Ivo ia a 130 km hora, velocidade que ultrapassa limites. O Ivo não se apercebeu a tempo do carro na via central, uma parede no meio da estrada", acrescentou.
MP entende que acusação deve ser mantida
O procurador afirma que Tiago Pacheco e Paulo Neves podem ser acusados de "condução perigosa". O MP entende que a acusação deve ser mantida e os arguidos acusados como lá vem.
Representante dos pais de Sara insiste na responsabilidade criminal de Paulo Neves
Magalhães e Silva, representante dos pais da Sara Carreira, insiste na responsabilidade criminal de Paulo Neves, afirmando que "homicídio deve ser na forma grosseira e não por negligência". Diz que a conduta de Neves é que foi a causa do acidente.
"Paulo Neves devia assinalar a presença. Estava a 80 metros da fadista. Isso dava uma iluminação pública de perigo de dupla referência. Aumenta a visibilidade do acidente ao Ivo Lucas. Portanto, não é questão de nexo causal, é antes o estado em que se encontrava e a conduta que assumiu", afirmou Magalhães e Silva.
"Desde a velocidade a que seguia e depois a não colocação do triângulo, é isso que está em causa", acrescentou.
"Foi negligência grosseira do Paulo Neves", considera Magalhães e Silva
Magalhães e Silva acredita que tanto Paulo Neves, como Cristina Branco deviam ter colocado o triângulo no que seria uma "dupla sinalização do acidente".
"Na verdade nenhum colocou o triângulo. Foi negligência grosseira do Neves", acrescentou.
Advogada de Cristina Branco considera que a fadista "cumpria todas as normas"
A advogada de Cristina Branco considera que a fadista "cumpria todas as normas". "Circulava a velocidade de trator agrícola [o Paulo Neves]", afirmou.
"A velocidade era imperceptível e não estava sinalizada, não tinha os piscas ligados. O limite mínimo de circulação é para evitar embates. Estava embriagado, passadas quatro horas tinha álcool", acrescentou.
"Ela não conseguia ajustar a velocidade à deste condutor", defende advogada de Cristina Branco
"O primeiro embate aconteceu porque ia a velocidade abaixo do mínimo. Ela não conseguia ajustar a velocidade à deste condutor", afirmou a advogada da fadista.
Defesa de Cristina Branco alega que fadista "não tem qualquer responsabilidade"
Em relação ao relatório da GNR que indica não existirem marcas de travagem no local, a advogada de Cristina Branco alega que como o "carro tem ABS não fica marca de travagem no alcatrão".
"Ela não tem qualquer espécie de responsabilidade, nada mais podia ter feito", acrescentou.
Advogada pede que Cristina Branco não seja pronunciada por homicídio negligente nem pelas contra ordenações
A advogada de Cristina Branco pediu que a fadista não seja pronunciada nem pelo crime, nem pelas contra ordenações.
Defendeu ainda que o Paulo Neves "foi quem provocou o primeiro embate" e que "só a ele pode ser imputado o resultado final que foi a morte da Sara".
Advogada de Paulo Neves defende que se mantém a insuficiência de factos
"Mantém-se a insuficiência de factos de crime de homicídio por negligência", defendeu a advogada de Paulo Neves.
Advogado de Ivo Lucas culpa Paulo Neves pelo acidente
O advogado de Ivo Lucas afirmou ter "sérias dúvidas" de que "se possa pôr de parte qualquer imputação de crime" a Paulo Neves. "Qualquer pessoa dirá quem conduziu com 1,36 de taxa álcool é que causou tudo", afirmou.
"O nexo causal volta a ser a questão fulcral no processo. Se a Cristina não conseguia evitar o embate, o Ivo também não. Além disso, há um segundo embate depois", acrescentou.
O advogado pediu a não pronúncia do Ivo por homicídio.
Leitura da decisão agendada para dia 27 de março
A leitura da decisão ficou agendada para 27 de março, às 14h00.
Tony Carreira acusa MP de ter "um resumo simplesmente miserável"
Tony Carreira considerou, à saída do tribunal, que o "MP teve um resumo simplesmente miserável" acerca do acidente que vitimou a filha, Sara Carreira.
"Estou aqui simplesmente para ouvir, não venho com sentimento de vingança, só estou aqui para perceber. Devo isso à memória da minha filha. Não vou condenar ninguém, isso quem faz, caso seja o caso, é a justiça".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.