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Juíza Joana Salinas queria que advogada lhe fizesse acórdãos

O Ministério Público acusa Joana Salinas e a advogada Alexandra Novais, em coautoria, de peculato.

23 de setembro de 2015 às 17:03

Uma testemunha ouvida esta quarta-feira em tribunal no caso que envolve a juíza da Relação do Porto Joana Salinas afirmou que Alexandra Novais, também arguida, lhe confessou que a juíza lhe pedira para lhe fazer acórdãos.

"Em 2013 a Dr.ª Alexandra disse-me que a Dr.ª Joana Salinas queria que ela lhe fizesse os acórdãos", disse Rodrigo Moreira, advogado, que na altura partilhava escritório com Alexandra Novais.

Joana Salinas é acusada de peculato (utilização indevida de dinheiro) num caso ligado à contratação de duas advogadas que alegadamente estariam a elaborar projetos de acórdãos do Tribunal da Relação e que seriam pagas com dinheiros da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).

O Ministério Público acusa Joana Salinas e a advogada Alexandra Novais, em coautoria, de peculato. Esta, segundo a acusação, concordou estudar os processos da Relação do Porto que estavam distribuídos à juíza, a qual, na qualidade de presidente da delegação de Matosinhos da CVP determinou (em outubro de 2012), que a advogada fosse contratada pela CVP, com uma avença de 1.500 euros mensais, pagamento considerado como contrapartida pelo acordo assumido.

Imediatamente após a afirmação de Rodrigo Moreira o advogado de Joana Salinas, João Araújo, pediu a impugnação da testemunha, por, no seu entender, estar a relatar factos a coberto do segredo profissional (Ordem dos Advogados). O coletivo de juízes suspendeu a inquirição da testemunha e vai solicitar um parecer ao conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados.

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