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Justiça atribui indemnização de 50 mil euros a bebé queimado com botija de água quente no Hospital de Gaia

Vítima, que hoje tem 12 anos, sofreu lesões durante exame. Justiça atribui indemnização de 50 mil euros.

27 de agosto de 2025 às 01:30

O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto condenou a Unidade Local de Saúde de Gaia/Espinho e dois enfermeiros por terem levado a que uma bebé sofresse queimaduras num exame. O caso ocorreu em agosto de 2013, quando a menina tinha seis meses. Agora, já com 12 anos, viu a Justiça atribuir-lhe uma indemnização de cerca de 50 mil euros. A decisão prevê ainda que sejam suportadas as despesas médicas que a vítima possa ter ao longo da vida.

Ficou provado no TAF do Porto que a menor sofreu queimaduras nas pernas e nos pés devido ao uso de uma botija de água quente.

A bebé engasgou-se quando estava a ser amamentada e foi levada para o hospital para realizar uma exame de broncofibroscopia. O procedimento foi feito na sala de cirurgia e para que a bebé não entrassem em hipotermia foi colocada na marquesa a botija de água quente. Estava debaixo do lençol, no interior de uma fronha e de uma outra camada de tecido. Durante a colocação de um cateter, a botija acabou, no entanto, por ficar em contacto direto com a pele da criança, que estava sedada. Tal terá ocorrido durante cerca de 20 minutos.

Miguel Martins Costa, advogado da família, explicou que a decisão foi conhecida em março e que tanto o hospital, como os enfermeiros, recorreram da decisão. "Depois das alegações, o juiz proferiu decisão em menos de 24 horas. Consideramos que foi feita Justiça", disse.

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