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Correio da Manhã

Portugal

Leonor apanha mais sete meses

Leonor Cipriano nem se apresentou no Tribunal de Faro, ontem, para ouvir a sentença.
3 de Abril de 2013 às 01:00

A mãe de Joana, que cumpre uma pena de 16 anos e oito meses pela morte e profanação do cadáver da menina, foi ontem condenada a mais sete meses de prisão. Em causa está a "falsidade de declarações", quando decorreu o julgamento dos cinco inspetores da Polícia Judiciária, que Leonor acusava de a terem agredido durante um interrogatório.

"Não sobram dúvidas que a arguida mentiu", disse a presidente do coletivo de juízes, na leitura do acórdão, ao início da tarde. A juíza destacou as "diferentes versões e contradições" que a mãe de Joana apresentou em tribunal, em 2008, quando foram julgados os cinco inspetores da PJ – incluindo Paulo Pereira Cristóvão e Gonçalo Amaral – pelas agressões.

Na altura ficou provado que Leonor foi agredida nas instalações da Polícia Judiciária de Faro, num interrogatório durante a investigação à morte da filha, em 2004. No entanto, não se conseguiu provar quem foram os agressores e Leonor, nas diversas descrições da forma como foi agredida, caiu várias vezes em contradição.

A juíza explicou ainda a aplicação da pena efetiva de sete meses pela "gravidade das acusações, pela importância das pessoas acusadas e pela dimensão social que o caso teve". Os antecedentes criminais de Leonor também contribuíram para a sentença. Como ela, também o irmão, João, cumpre pena pela morte de Joana, em 2004, na aldeia da Figueira, Portimão.

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