Permitir a construção de prédios com 50 a 70 metros de altura no centro de Lisboa, em vez dos actuais 25 metros (nove pisos – oito mais um recuado), é uma das propostas de alteração do Plano Director Municipal (PDM) da cidade, documento que está em revisão e cuja primeira versão foi agora divulgada.
Subir a cércea (altura máxima dos edifícios) para 50 metros é permitir a construção de prédios com 17 andares; já com 70 metros, os edifícios terão 23 andares. Assim, o documento propõe a construção de edifícios com 17 e 23 andares, respectivamente, no meio e no remate dos quarteirões das zonas consolidades. Exemplo são os bairros de Campo de Ourique, Alvalade e Benfica.
Além da subida das cérceas, o documento apresenta a criação de ‘áreas de oportunidade’ em instalações que perderam o uso para o qual foram construídas, como escolas, quartéis e hospitais já desactivados ou em vias de sê-lo.
No documento estão assinalados como ‘áreas de oportunidade’ o Hospital Miguel Bombarda, as instalações da Polícia Judiciária na Gomes Freire, o Liceu Luís de Camões e a Estação do Arco do Cego, entre outras.
Nestas zonas de usos especiais, propõe-se a sua reconversão e alteração dos usos; por exemplo, transformar um quartel num condomínio habitacional.
Refira-se que não estão especificados os novos usos a dar a esses equipamentos. O arquitecto Guilherme Alves Coelho, membro da Comissão de Especialistas para a revisão do PDM, preferia ver contemplado no futuro PDM o uso público nesses locais, pois, assim, desafectados das actividades originais, os espaços seriam transformados em jardins ou equipamentos para os munícipes, explicou ao Correio da Manhã, referindo que a vereadora do Licenciamento Urbanístico, Eduarda Napoleão, com quem se reuniu segunda-feira, prometeu rever esse e outros pontos, já que “a revisão do PDM prossegue e as propostas poderão ser alteradas ou melhoradas”, frisou.
Alves Coelho congratulou-se ainda pelo facto do documento consagrar alterações viárias como o prolongamento da Rua Pascoal de Melo em direcção ao Alto de S. João.
PONTE DE CHELAS
A construção da terceira travessia sobre o Tejo está contemplada no documento, prevendo-se que venha a ligar Chelas - zona da Manutenção Militar - ao Barreiro.
DOCAPESCA
A Docapesca está consagrada no documento como ‘área de oportunidade’, ou seja, zona que foi desactivada e perdeu o uso que tinha, podendo ganhar outro.
NOVA ALCÂNTARA
Alcântara surge como ‘área de qualificação urbanística’, devido à quantidade de projectos em desenvolvimento, entre os quais as torres de Siza Vieira e um empreendimento encomendado a Jean Nouvel.
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