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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe de Joana Cipriano sem perdão e desempregada

Leonor Cipriano está a viver com outra mulher que conheceu quando ambas estavam reclusas.
Carla Marques Cordeiro e Hugo Rainho 7 de Março de 2019 às 01:55
Leonor Cipriano mudou-se para Évora após deixar a cadeia
Maria Anjo acolheu a companheira na sua casa
Leonor Cipriano, condenada pelo homicídio da filha Joana, sai da prisão em liberdade condicional
Leonor Cipriano, condenada pelo homicídio da filha Joana, sai da prisão em liberdade condicional
Leonor Cipriano  foi condenada em Março de 2006 a 16 anos de prisão
Leonor Cipriano
Tribunal diz que Leonor Cipriano mentiu em julgamento
Leonor Cipriano mudou-se para Évora após deixar a cadeia
Maria Anjo acolheu a companheira na sua casa
Leonor Cipriano, condenada pelo homicídio da filha Joana, sai da prisão em liberdade condicional
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Leonor Cipriano
Tribunal diz que Leonor Cipriano mentiu em julgamento
Leonor Cipriano mudou-se para Évora após deixar a cadeia
Maria Anjo acolheu a companheira na sua casa
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Leonor Cipriano, condenada pelo homicídio da filha Joana, sai da prisão em liberdade condicional
Leonor Cipriano  foi condenada em Março de 2006 a 16 anos de prisão
Leonor Cipriano
Tribunal diz que Leonor Cipriano mentiu em julgamento
O crime que chocou o País, em setembro de 2004, não está esquecido em Évora, onde Leonor Cipriano, que foi condenada pela morte da filha Joana, de oito anos, na aldeia da Figueira, Portimão, tenta refazer a vida há um mês, após ter cumprido 14 anos e meio da pena de 16 anos e 8 meses por homicídio e ocultação de cadáver.

No bairro onde vive, os vizinhos de Leonor e Maria Anjo, atual companheira, que conheceu em reclusão, dizem que as duas mal se deixam ver. Tentam passar despercebidas mas o passado persegue Leonor. "É um crime que não se esquece e que não tem perdão", diz um morador.

"Se tivesse matado a filha por acidente era diferente. Mas matá-la, congelar o corpo e dá-la aos porcos não tem perdão", diz o mesmo comerciante, que pede para não ser identificado. As duas mulheres frequentam cafés mais afastados do local onde residem e há relatos de que nem sempre são bem-vindas. De resto, ninguém sabe do que vivem: quando saiu em liberdade condicional, Leonor prometeu arranjar trabalho, o que ainda não aconteceu, apesar de estar inscrita no centro de emprego.

Tem intenções de ficar no bairro dos Canaviais, junto a Évora, e já se dirigiu à junta de freguesia, com a companheira, a pedir atestado de residência. Maria Anjo recusou falar com o CM e Leonor nem quis sair de casa, apesar de várias tentativas. A primeira, que os vizinhos dizem ter problemas de saúde – "já tivemos de chamar uma ambulância uma vez" –, limitou-se a dizer que está tudo bem com ambas.

PORMENORES
Morte da filha

Joana Cipriano desapareceu a 12 de setembro de 2004. A mãe, Leonor, e o tio da menina, João, foram condenados pelo homicídio da criança. O corpo, no entanto, nunca foi descoberto.

Má memória
Também na aldeia da Figueira, onde Leonor vivia com a filha, na altura do crime, a população não gosta de recordar o que aconteceu, recusando mesmo falar sobre o assunto com a comunicação social.

Agressões
Leonor acusou vários inspetores da PJ de agressões, nos interrogatórios, para que confessasse o crime. As agressões ficaram provadas mas não foi possível identificar os inspetores.
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