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Mais de 1.200 operacionais combatem os incêndios do País no terreno e preocupações maiores estão em Vouzela

Combate a todos estes quatro incêndios - nos concelhos de Cinfães, Barcelos, Castelo de Paiva e Vouzela - será entretanto reforçado com meios aéreos.

03 de julho de 2026 às 08:19

Os quatro maiores incêndios ativos no país mobilizavam, pelas 07h00 desta sexta-feira, mais de 1.200 operacionais, com o de Vouzela, distrito de Viseu, a levantar maiores preocupações por ameaçar habitações e pelas difíceis condições de combate.

Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que o combate a todos estes quatro incêndios - nos concelhos de Cinfães, Barcelos, Castelo de Paiva e Vouzela - será entretanto reforçado com meios aéreos.

O incêndio que mais preocupa as autoridades é o que deflagrou em Vouzela, no distrito de Viseu, na quinta-feira à tarde, e alcançou o distrito de Aveiro, que ameaça habitações, já obrigou ao corte da linha ferroviária do Vouga entre Mourisca do Vouga e Águeda, destruiu um veículo dos bombeiros e alguns anexos agrícolas, além de ter provocado alguns danos em habitações.

Segundo explicou à Lusa o comandante José Costa, da ANEPC, já se registaram ferimentos em três bombeiros e num civil, que ficou ferido com queimaduras e foi transportado ao hospital.

Houve outras pessoas assistidas, mas sem gravidade, adiantou.

O responsável disse ainda que, nalguns locais, foram feitas evacuações preventivas antes de o incêndio chegar.

De acordo com o comandante José Costa, pelas 07:00, além deste incêndio, estavam a preocupar as autoridades os fogos de Moimenta, no concelho de Cinfães (Viseu), que mobilizava 29 meios terrestres e uma centena de operacionais, o de Monte Fralães, em Barcelos (Braga), com 41 meios terrestres e 128 operacionais, e o de Fornos, no concelho de Castelo de Paiva (Aveiro), que deflagrou na madrugada desta sexta-feira e tinha 18 veículos e 63 operacionais.

Quase todo o território de Portugal continental enfrenta esta sexta-feira perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Na quinta-feira, o Governo declarou situação de alerta devido às altas temperaturas, pelo menos até ao final de dia de segunda-feira.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível "agravamento muito significativo" do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.

Nesse dia, o dispositivo de combate a incêndios rurais foi reforçado para entrar na sua capacidade máxima.

Também por causa da persistência de temperaturas elevadas, o IPMA colocou a partir desta sexta-feira a 12 distritos sob aviso vermelho (o mais grave).

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