Jovem escreveu à amiga que levou "uma pancada na cabeça". Mensagem terá sido enviada pelas 03h30 de 21 de dezembro de 2019.
Uma alegada mensagem de Luís Giovani trocada com uma amiga, na noite dos ferimentos que lhe causaram a morte, em Bragança, foi a surpresa de hoje no julgamento, onde poderá vir a ser analisada como prova.
Os advogados da família do estudante cabo-verdiano requereram ao tribunal que junte ao processo a conversa no sistema de mensagens da rede social Facebook que Giovani terá mantido com uma amiga, também cabo-verdiana, em Boston, nos Estados Unidos da América.
De acordo com os representantes legais da família, o jovem de 21 anos escreveu à amiga que levou "uma pancada na cabeça" e a mensagem terá sido enviada pelas 03:30 de 21 de dezembro de 2019, a madrugada em que Giovani ficou ferido, acabando por morrer dez dias depois, na sequência de uma contenda entre um grupo de cabo-verdianos e outro de portugueses.
Os advogados justificam o aparecimento da mensagem um ano e meio depois por a amiga só ter informado a família de Giovani da mesma quando leu as notícias de que, em tribunal, se levantava a tese de que o ferimento na cabeça, que provocou a morte do jovem, podia ter resultado de uma queda e não de uma pancada.
A alegada mensagem, escrita em crioulo e com referência à pancada, terá sido enviada imediatamente a seguir aos acontecimentos da madrugada de 21 de dezembro de 2019.
Os advogados de defesa dos sete arguidos, que respondem no julgamento pelo homicídio de Luis Giovani, tem agora um prazo para se pronunciar sobre o requerimento e, posteriormente, será conhecida a decisão do tribunal sobre a aceitação ou não da mensagem como prova.
O coletivo de juízes rejeitou hoje outro requerimento, mas da defesa de um dos arguidos, que pretendia juntar a este processo outra decisão judicial de levar a julgamento um dos cabo-verdianos que acompanhava Giovani naquela madrugada, por alegadas agressões a um português.
O processo é independente, mas surge de factos ocorridos na mesma madrugada e que, segundo o que tem sido dito em tribunal, terão dado origem aos desacatos que levaram à morte do jovem e que começaram com confrontos entre o cabo-verdiano Valdo e o português Rogério.
O Ministério Público arquivou a queixa inicial do português, mas um juiz de instrução acabou por dar despacho de pronúncia e constituir arguido e levar a julgamento o cabo-verdiano.
O coletivo de juízes do caso Giovani não considerou relevante juntar este despacho ao processo, onde Valdo é ofendido e Rogério testemunha, da mesma forma que rejeitou uma acareação entre os dois.
Os acusados da morte de Giovani são outros elementos relacionados com os factos da madrugada em que o jovem, que estudava no politécnico de Bragança, foi encontrado inconsciente e caído na rua sozinho.
No hospital foi-lhe detetado um traumatismo cranioencefálico de que viria a morrer dez dias depois e o que se discute no julgamento é se terá sido provocado por uma pancada com um pau ou por uma queda em escadas numa das ruas onde ocorreram os desentendimentos.
No banco dos réus estão sete homens, com idades entre os 22 e os 45 anos, que respondem, cada um, pelo crime de homicídio qualificado consumado relativamente à vítima Giovani Rodrigues e pelo crime de ofensas à integridade física qualificadas no que se refere a outros três cabo-verdianos do grupo.
A autópsia, citada no tribunal, não é conclusiva, na medida em que indica que a causa da morte pode ter sido homicida ou acidental.
O julgamento, que começou em fevereiro, prossegue na segunda-feira, 21 de junho.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.