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Mensagens traem assassino em série

Luís Catarino apanha 22 anos de cadeia por matar namorada.

20 de fevereiro de 2016 às 10:36

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Ouviu calmamente a leitura do acórdão. Durou mais de uma hora e a juíza descreveu ao pormenor os momentos antes e depois do homicídio de Maria Augusta, em abril de 2012, em Ponte de Lima. Luís Catarino não deu mostras de emoção, nem qualquer sinal de arrependimento. Manteve-se sereno e não reagiu ao conhecimento da pena: 22 anos de cadeia.

A juíza explicou que o homem foi traído pelas suas próprias cautelas. Para esconder o crime, usou o cartão do telemóvel da namorada para continuar a mandar mensagens à família. A linguagem traiu-o. Não era uma conversa normal e menos normal era ainda Maria Augusta assinar aquelas mensagens.

"Não sabemos como a matou porque a autópsia foi inconclusiva. Mas não temos dúvidas de que o fez", acrescentou a juíza que ontem leu o acórdão no Tribunal de Viana do Castelo.

Luís Catarino regressou de imediato à cadeia, onde está em prisão preventiva. Mas ainda teve tempo de ouvir o perfil psicológico que foi dado como provado pelo tribunal: é psicopata, não se arrepende e facilmente voltará a matar. Basta que esteja em liberdade, que tenha oportunidade. O passado deste homem foi também analisado.

Com cadastro por um crime violento, saiu em condicional depois de ter sido condenado a dez anos de cadeia. Voltou para Vilar de Maçada, de onde é natural, e pediu emprego a José Sócrates. O tráfego do seu telemóvel dá conta disso. E o contrato de trabalho apreendido indica que o seu empregador foi Carlos Santos Silva, amigo de Sócrates, numa obra da parque escolar. Recorde-se, ainda, que a PJ de Braga ainda investigou a ligação de Luís Catarino ao desaparecimento de Judite Carvalho, de Vila Real. Nada se provou, mas as suspeitas nunca foram afastadas. O homem mora perto do local onde a jovem foi vista pela última vez. A Judiciária continua à procura de pistas para saber o que aconteceu.

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