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"Metade do meu coração está lá": empresário perde restaurante em incêndio em Vila do Conde

Proprietário de restaurante destruído em incêndio em Vila do Conde, em fevereiro, recebe onda de solidariedade.

15 de março de 2026 às 13:26

"Perdi tudo. Fiquei só com a roupa do corpo". O desabafo é de Rui Maia que, em fevereiro deste ano, viu o seu restaurante reduzido a cinzas, na sequência de um, em Vila do Conde.

A madrugada de 6 de fevereiro foi trágica para o empresário que, em poucas horas, perdeu o restaurante e a sua casa. Rui Maia vivia num espaço criado, no estabelecimento e era ali que tinha a sua vida e os seus pertences. Naquela madrugada não estava em casa. Tinha ido até ao Algarve, onde vive a mulher, já que - por ser inverno - o espaço, situado junto à praia, em Labruge, só abria ao fim de semana. "Por volta das cinco da manhã, o padeiro ligou-me e disse-me o que estava a acontecer. Fez-me fez uma videochamada. Eu nem queria acreditar", revelou ao CM Rui que, mais de um mês depois, ainda não conseguiu ir ao local.

"É uma dor muito grande, foi uma vida ali. Começou pelos meus pais. A minha irmã ainda nem era nascida. Fomos criados ali, junto dos clientes e amigos. É estranho. Metade do nosso corpo ficou naquele incêndio. Metade do meu coração está lá", disse.

O restaurante 'O Banheiro', construído em madeira, na marginal de Labruge, ficou reduzido a cinzas. Os prejuízos são incalculáveis. Sem seguro, porque, como explicou, é difícil que as seguradoras façam seguros para bares de praia, Rui quer reerguer-se e não está sozinho. São muitos os amigos e clientes que têm mostrado solidariedade e vontade de ajudar.

"Eu nem sei se mereço tanto carinho das pessoas, dos clientes, amigos conhecidos, de pessoal a querer oferecer dinheiro. Sinto uma onda de solidariedade enorme", explicou, dizendo que agora é tempo de reconstruir. "O objetivo é reerguer o Banheiro. O meu objetivo é não deixar ficar mal as pessoas que acreditam em mim. Vou lutar por eles e por mim", esclareceu.

O banheiro ardeu a seis de fevereiro. As causas do fogo são ainda desconhecidas, mas presume-se que tenha tido origem num curto-circuito. A PJ esteve no local e está a investigar.

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