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Correio da Manhã

Portugal
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Ministério Público abre inquérito à matança de 540 animais na Azambuja

Numa montada organizada por uma empresa espanhola, um grupo de 16 caçadores espanhóis matou cerca de 540 animais, entre eles javalis e veados.
Lusa 28 de Dezembro de 2020 às 14:42
Tribunal
A montaria organizada para turistas espanhóis realizou-se na Azambuja nos passados dias 17 e 18
Tribunal
A montaria organizada para turistas espanhóis realizou-se na Azambuja nos passados dias 17 e 18
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A montaria organizada para turistas espanhóis realizou-se na Azambuja nos passados dias 17 e 18
O Ministério Público abriu um inquérito-crime à montaria da herdade da Torre Bela, no concelho da Azambuja, onde recentemente foram abatidos 540 animais durante uma caçada.

"Confirma-se a instauração de um inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa Norte (Alenquer)", respondeu hoje a Procuradoria-Geral da República à agência Lusa.

O Instituto da Conservação da Natureza já tinha aberto um processo para averiguar "os factos ocorridos e eventuais ilícitos" relacionados com o abate dos animais, a maioria veados e javalis e suspendeu a licença da Zona de Caça da Torre Bela.

Segundo o jornal 'online' O Fundamental, que divulgou o abate no dia 20, o mesmo foi "publicitado" nas redes sociais "por alguns dos 16 'caçadores' que terão participado" na iniciativa.

A Herdade da Torre Bela já descartou responsabilidades no sucedido, repudiando a forma "ilegítima" como decorreu uma montaria na sua propriedade, e pondera recorrer à justiça para ser ressarcida dos prejuízos causados.

O ministro do Ambiente repudiou o abate dos animais, admitindo uma revisão da Lei da Caça, designadamente no que diz respeito às montarias, e decidiu suspender de imediato a avaliação de impacte ambiental do projeto das centrais fotovoltaicas para a Quinta da Torre Bela.

Herdade da Torre Bela Ministério Público Azambuja crime lei e justiça
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