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Ministério Público investiga Proença de Carvalho por corrupção ativa

Advogado vai ser investigado ainda por branqueamento de capitais e falso depoimento no processo Fizz.

28 de maio de 2019 às 00:13

O advogado Daniel Proença de Carvalho vai ser investigado pelo Ministério Público (MP) pelos crimes de corrupção ativa, branqueamento de capitais e falso depoimento no processo Fizz, que condenou o procurador Orlando Figueira por ter arquivado vários processos que corriam contra o ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente.

O despacho da procuradora Leonor Machado, onde se pede ao juiz autorização para a extração de certidão a ser enviada ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal, foi entregue no tribunal no passado sábado.

Na peça processual, a procuradora fala da amizade entre o presidente do Banco Privado Atlântico, Carlos Silva, que também será investigado, e Proença de Carvalho, e da forma como o advogado celebrou os contratos de trabalho entre Orlando Figueira e a sociedade Primagest de Carlos Silva.

A magistrada adianta que, face aos seus conhecimentos técnico-jurídicos, Proença de Carvalho deveria ter percebido que a coincidência de datas entre as transferências bancárias da Primagest e os despachos proferidos por Orlando Figueira indiciavam o crime de "corrupção passiva".

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