Quatro arguidos “incentivavam” os No Name Boys a agredir apoiantes do Sporting e FC Porto. <br/>
O Ministério Público (MP) pediu ontem penas de prisão nunca inferiores a oito anos para Guilherme Beon, José Pité, António Claro e Hugo Caturna (os três últimos em prisão preventiva), considerados os quatro cabecilhas da claque do Benfica No Name Boys, que tem 37 membros a serem julgados nas Varas Criminais de Lisboa. Para todos, assegura o MP, existem indícios do crime de associação criminosa.
Nas alegações finais do processo, o MP entendeu não ter ficado provada a associação criminosa imputada, pelo DIAP de Lisboa, aos outros 33 arguidos do processo. No entanto, em face da prova produzida, a procuradora opinou que para Guilherme Beon, António Claro, Hugo Caturna e José Pité (que já vinham no despacho de acusação como líderes do grupo que agora se senta no banco dos réus) 'há indícios de co-relacionamento para a prática de crimes'.
Apontando a obtenção de proveitos da venda ilegal de bilhetes de futebol como um desses ilícitos, o MP frisou ainda o papel 'dos quatro arguidos como incentivadores dos restantes à prática de agressões a adeptos do Sporting e FC Porto'.
TRÊS CABECILHAS SUSPEITOS DE TRÁFICO
Dos quatro cabecilhas apontados pelo Ministério Público, apenas António Claro viu caírem por terra as acusações de tráfico de droga que lhe foram imputadas na acusação. Os três comparsas (Hugo Caturna, Guilherme Beon e José Pité) devem, segundo a procuradora que tem representado o MP durante o processo, ser condenados por crimes de posse e venda de droga. No entanto, os outros crimes imputados a António Claro baseiam-se nas escutas telefónicas feitas durante a investigação, bem como nos depoimentos de algumas vítimas e testemunhas de agressões alegadamente cometidos pelo arguido. Uma das várias que, para o MP, ficou provada, teve lugar na área de serviço da Ponte Vasco da Gama onde, com outros arguidos, António Claro terá agredido adeptos do FC Porto.
INCÊNDIO DE AUTOCARRO DO PORTO FOI ACTO ORGANIZADO
O Ministério Público é explícito. José Pité, apontado como um dos alegados cabecilhas da claque do Benfica No Name Boys, é alvo de indícios suficientes para ser condenado por participação no ataque e fogo posto ao autocarro da claque organizada do FC Porto, Super Dragões.
Segundo o despacho de acusação, os factos remontam a 21 de Junho de 2008, dia em que a equipa de hóquei do Porto veio jogar ao Pavilhão da Luz. Num ataque organizado por José Pité, arguidos como Guilherme Beon e Hugo Caturna regaram com gasolina o pesado de passageiros, incendiando-o de seguida. Para o MP estamos perante crimes de dano e incêndio, que devem ser imputados aos arguidos.
PORMENORES
ADVOGADOS CONVERGEM
Os dois advogados que representam os quatro cabecilhas dos No Name Boys defenderam que só há venda ilegal de bilhetes quando há fraude.
ABSOLVIÇÕES
Para o Ministério Público, alguns dos arguidos do processo devem 'ser absolvidos por falta de provas'.
TRÁFICO PROVADO
Outros arguidos, face à droga que lhes foi apreendida, 'devem ser condenados por tráfico reiterado'.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.