Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

Médica agredida fica com fratura em dedo durante consulta em Águeda

Profissional fraturou um dedo ao tentar proteger-se do violento ataque.
Paulo Jorge Duarte 25 de Janeiro de 2020 às 10:22
Urgência do Hospital de Águeda
Urgência do Hospital de Águeda FOTO: Direitos Reservados
Os ataques começaram por ser verbais, mas logo tudo passou para a violência física. Uma médica, de 33 anos, foi agredida com vários murros pela mãe da criança que estava a consultar, na noite de quinta-feira, no serviço de Urgência do Hospital de Águeda.

O caso teve lugar pelas 23h00.

A agressora acusou a profissional de saúde de negligência e lentidão. De seguida, e à frente do filho menor, desferiu socos na cabeça da clínica, que, ao tentar proteger-se com as mãos, acabou por sofrer uma fratura num dedo. Teve de ser assistida e já não terminou o turno, sendo substituída.

"Já houve quem justificasse isto com uma suposta falha de comunicação por causa de a médica ser moldava, mas é mentira. Fala melhor português do que eu, foi tudo por causa da má formação das pessoas", contou uma funcionária, que preferiu manter o anonimato.

"Não há, em Águeda, sistema de botões de pânico porque o serviço de Urgência do Hospital de Águeda está prestes a entrar em obras de profunda requalificação, estando a consignação da obra agendada para 30 de janeiro. O hospital ofereceu ajuda psicológica à profissional", referiu o Centro Hospitalar do Baixo Vouga. Já a Ordem dos Médicos do Centro "lamenta a ausência de respostas por parte do Ministério da Saúde" ao aumento da violência.

A GNR de Águeda identificou a agressora. A médica foi observada, esta sexta-feira, no Instituto de Medicina Legal de Aveiro e vai apresentar queixa.
Águeda Urgência do Hospital política saúde governo (sistema) questões sociais hospitais executivo (governo)
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)