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"Negócio de café na Sé não justifica Porsche"

Ministério Público pede condenação de ‘Vítor do Ouro’ alertando para o nível de vida do arguido e da mulher.

06 de junho de 2017 às 09:05

O Ministério Público pediu ontem a condenação dos três arguidos durante mais uma sessão de julgamento de Vítor Cardoso – conhecido como ‘Vítor do Ouro’ – Liliana Queirós e Carla Almeida, no Tribunal de S. João Novo, Porto.

Estão os três acusados tráfico de estupefacientes agravado. O grupo foi desmantelado na véspera do Natal de 2015, quando foi apreendida uma mala com dois quilos de droga, que estava na casa de Liliana Queirós. Na altura, a Polícia Judiciária surpreendeu a arguida com Fernando Jorge, outro arguido deste caso que se encontra em parte incerta.

O principal arguido do processo, Vítor do Ouro, falou ontem em tribunal pela primeira vez para negar a acusação. "Só quero resolver tudo rápido. Os meus negócios são de carros" disse, negando os vários encontros com dois fornecedores de droga espanhóis detidos noutro processo em Espanha.

Para o Ministério Público, o casal Vítor Cardoso e Carla Almeida, ambos presos, estavam "num patamar acima e nunca a droga seria encontrada na sua posse", tal como explicou a procuradora, acrescentando que o "nível de vida que tinham" não era justificado com o negócio de um café na Sé, no Porto.

A magistrada garantiu ainda que naquele "tribunal nunca se provou nenhum tipo de negócio lícito que pudesse dar valores altíssimos" para justificar a compra do Porsche Panamera que a mulher conduzia. A defesa contesta a decisão do Ministério Público.

PORMENORES 

Droga rendia milhares

Segundo a acusação, ‘Vítor do Ouro’ conseguia lucros elevados com a venda da droga. Por dois quilos de heroína arrecadava 56 mil euros.

Dois arguidos presos

‘Vítor do Ouro’ e Liliana Queirós estão em prisão preventiva desde 2015. Os outros dois arguidos estão em liberdade.

Diz que apenas fez favor

Liliana Queirós, a funcionária de ‘Vítor do Ouro’ que escondeu a droga, alegou no julgamento que apenas pretendeu fazer um favor ao arguido.

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