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Nova vistoria determina desocupação total de dois prédios após explosão e incêndio em Lisboa

Número de desalojados aumentará de oito para 11 moradores, em resultado da desocupação total de dois edifícios.

06 de janeiro de 2026 às 14:44
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Nova vistoria determina desocupação total de dois prédios após explosão e incêndio em Lisboa

Uma nova vistoria aos prédios afetados por uma explosão seguida de incêndio na quarta-feira em Alcântara, em Lisboa, concluiu que, além da desocupação total do imóvel diretamente afetado, terá de ser interdita a utilização de um dos edifícios vizinhos.

De acordo com as conclusões desta nova vistoria, realizada na segunda-feira pelos serviços municipais, com a Unidade de Intervenção Territorial Ocidental do município, o número de desalojados aumentará de oito para 11 moradores, em resultado da desocupação total de dois edifícios.

Sobre as soluções de realojamento, os moradores podem ficar em casa de familiares ou amigos e, se tal não for possível, "a Câmara Municipal de Lisboa procurará temporariamente apoiar alternativas de transição", indicou à agência Lusa fonte do município.

Na quarta-feira, dia 31 de dezembro, uma explosão, "provavelmente devido a uma fuga de gás", seguida de incêndio, destruiu parcialmente o prédio número 14 na Rua Alexandre O'Neill e atingiu também o edifício vizinho número 12.

Até ao momento, estavam desalojados oito moradores, três do prédio número 12 e cinco do número 14.

Segundo as conclusões da nova vistoria, o edifício número 14 encontra-se "parcialmente destruído, na sequência do incêndio que teve origem numa explosão no 1.º andar esquerdo" e que se propagou para o 2.º andar.

O incêndio destruiu totalmente o 2.º andar e a cobertura do prédio, bem como a fração do 1.º andar esquerdo, de acordo com a vistoria, indicando que as caixas de escadas ficaram destruídas a partir do 1.º andar.

A fachada principal do prédio número 14 "apresenta fendilhação, verificando-se algum risco de colapso", concluiu a vistoria, tendo sido definido um perímetro de segurança ao longo da fachada, com largura até metade da via.

Este edifício encontra-se "sem condições de habitabilidade, sendo proposta a determinação da interdição de entrada, face ao risco de queda de elementos", lê-se nas conclusões da inspeção ao edificado.

Em relação ao prédio vizinho número 12, verifica-se que parte da cobertura do edifício está destelhada, em resultado da propagação do fogo que deflagrou no número 14, tendo cerca de 1/3 da cobertura sido consumida pelo incêndio.

No âmbito da ação dos bombeiros de combate ao incêndio na cobertura deste prédio, "os tetos do 2.º andar do edifício ficaram com escorrimento de águas".

"Atendendo à ausência parcial da cobertura e à queda de elementos, o edifício fica igualmente interdito", determinou a vistoria, acrescentando que irão ser propostas medidas cautelares para a realização de uma cobertura provisória fixa, "para garantir condições de estanquicidade" no prédio número 12.

Até à construção desta cobertura, "terá de ser interdita a utilização do edifício, ou seja, irá ser proposto o despejo temporário do mesmo", lê-se nas conclusões da vistoria, revelando ainda que irá ser proposta a intimação aos proprietários para a realização de obras de conservação na área da cobertura, bem como das demais obras que se verificarem necessárias, por forma a estarem garantidas as condições de segurança no local.

Esta ocorrência foi ainda sentida no edifício do número 16, com 16 moradores, e que foi evacuado por precaução na quarta-feira, mas todos os habitantes regressaram a casa.

O alerta para a explosão, seguida de incêndio, foi recebido pelas organizações de socorro às 07:26 de quarta-feira e, segundo o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, o incêndio foi dado como extinto às 08:52, sem registo de vítimas.

De acordo com o 'site' da Proteção Civil, a ocorrência mobilizou um total de 74 operacionais, apoiados por 22 veículos.

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