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“O meu filho ficou com a boca toda desfeita”

Pais de Luís Miranda falaram pela primeira vez da morte do jovem de 23 anos, vítima de agressão violenta.

09 de março de 2017 às 01:30

"Quando vi o meu filho fiquei em pânico. Tinha uma ligadura à volta da cabeça e a boca estava inchada e negra. O meu filho ficou com a boca toda desfeita", contou esta quarta-feira, em lágrimas, durante o julgamento da Operação Fénix, em que Pinto da Costa é arguido, a mãe de Luís Miranda, o jovem de 23 anos que morreu na sequência de uma violenta agressão.

Dois seguranças ligados à SPDE estão acusados das agressões, mas apenas Jorge Ribeiro está a ser julgado, já que Francisco Vasconcelos está fugido. Maria José Pereira e o marido, António Miranda, falaram pela primeira vez publicamente da morte do filho, cinco dias após o ataque. Por diversas vezes se emocionaram e, à margem do julgamento, pedem "que se faça justiça".

"Trataram o meu filho como um saco de batatas, meteram-no no carro e deixaram-no no hospital. Nem uma ambulância chamaram", relembrou a mãe, num misto de dor e revolta ao contar ao Tribunal como soube do ataque ao filho, na madrugada de 15 de março de 2015.

Maria José e António repetem, por diversas vezes, que os médicos insistiam que deviam apresentar queixa. "Quando falámos com o médico em Riba d’Ave, ele só nos disse que o Luís estava muito maltratado e que tínhamos de ir à GNR apresentar queixa", referiu o pai.

O casal lamenta que os amigos de Luís tenham optado pelo silêncio sobre o que aconteceu. Os dois jovens são ouvidos dia 17 no Tribunal de Guimarães.

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