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Oito detidos por suspeita de corrupção na produção de vinho verde

Entre os detidos estão quatro dirigentes e quatro empresários da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Atualizado a 03 de dezembro de 2025 às 16:42
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Oito detidos por suspeita de corrupção na produção de vinho verde

A Polícia Judiciária do Porto deteve oito suspeitos por corrupção, pertencentes à Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, no âmbito da Operação 'Puro Verde'. Foram ainda realizadas 21 buscas domiciliárias e não domiciliárias, incluindo na sede da Comissão.

Em causa está a compra de uva não certificada para fazer o vinho, de origem não legal, fora dos circuitos normais.

Entre os detidos estão quatro dirigentes e quatro empresários. Foram ainda apreendidos "bens em espécie e numerário", refere a Polícia Judiciária. Empresa em Paredes e outra em Barcelos estão visadas.

A investigação, iniciada em agosto, teve origem numa denúncia sobre um alegado esquema entre funcionários da Comissão e empresários do setor vinícola para que fossem favorecidos, "mediante a omissão dos deveres de fiscalização da origem e trânsito das uvas e seu depósito em adegas e produtores durante a vindima de 2025", lê-se no comunicado emitido esta quarta-feira pela Polícia Judiciária.

Os funcionários receberiam garrafas de vinho e eram pagas refeições para facilitar a introdução da uva.

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes detém funções de controlo da produção do comércio e certificação dos produtos vinícolas com direto a atribuição de Denominação de Origem e Indicação Geográfica, relembra a PJ em comunicado.

Os detidos vão ser presentes a juiz no Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

A direção da Comissão garantiu, esta quarta-feira, em comunicado, que "está a colaborar com o Ministério Público e a Polícia Judiciária, disponibilizando toda a informação e elementos necessários à investigação em curso". O organismo assegura não ter conhecimento das ações alvo de suspeita e lamenta que "este tipo de denúncias seja, sobretudo, lesivo para o trabalho sério de mais de 12 mil viticultores e mais de 400 engarrafadores".

Publicada originalmente a 03 de dezembro de 2025 às 13:07

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