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Correio da Manhã

Portugal
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"Não ficou pedra sobre pedra": José Sócrates termina interrogatório após nove horas a ser ouvido

Antigo primeiro-ministro disse sentir-se exausto mas "muito satisfeito".
Débora Carvalho e Tânia Laranjo 4 de Novembro de 2019 às 13:41
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês
José Sócrates no 5.º dia do interrogatório da fase de instrução da Operação Marquês

O antigo primeiro-ministro regressou esta segunda-feira a tribunal para ser ouvido novamente pelo juiz Ivo Rosa, num dia extraordinário da fase de instrução da Operação Marquês. Estavam planeadas quatro sessões mas o juiz teve de estender o interrogatório a mais um dia.

Sócrates foi interrogado quase cinco anos depois de ter sido detido por suspeitas de branqueamento de capitais, corrupção, fraude fiscal e falsificação de documentos.

No Requerimento de Abertura de Instrução (RAI), o ex-primeiro-ministro reitera que "não cometeu qualquer crime, nem praticou os factos narrados na acusação, muitos dos quais nunca sequer ocorreram" e considera que isso está "exuberantemente demonstrado nos autos".

José Sócrates começou a falar do dinheiro que lhe foi emprestado por Carlos Santos Silva e é neste ponto que revelou maiores dificuldades em manter a sua história. O antigo primeiro-ministro refere que ganhava cerca de 12500 euros por mês e que este valor não era suficiente para viver. Fez ainda uma revelação durante a audição. Afirmou que a mãe tinha herdado um milhão de contos - 5 milhões de euros - do avô.

O valor era desconhecido e não está sustentado em nenhum documento. Sócrates diz que só não mencionou essa herança porque não leu a acusação do Ministério Público para ser mais "genuíno" no depoimento e por isso não sabia o que vinha na mesma.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates, que esteve preso preventivamente durante dez meses e depois 42 dias em prisão domiciliária, está acusado de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.


23h21 - José Sócrates já saiu do tribunal após nove horas a ser ouvido. O antigo primeiro-ministro afirma sentir-se "exausto" mas "muito satisfeito". "Foi tudo muito exaustivo e não ficou pedra sobre pedra", disse aos jornalistas. 

17h37 - Sócrates afirma que a mãe herdou um milhão de contos - 5 milhões de euros - do avô. 

O valor era desconhecido e não está sustentado em nenhum documento. Sócrates diz que não sabia porque não leu a acusação do Ministério Público para ser mais "genuíno" no depoimento.

17h33 - Sócrates foi confrontado com viagens a Menorca, a Veneza e com gastos de 45 mil euros que foram pagos por Carlos Santos Silva. O antigo primeiro-ministro afirma que tem de fazer contas sobre a vida em Paris mas diz que é falso que tenha gasto 30 mil eruso por mês como é acusado pelo Ministério Público.

Sócrates afirma que ganhava 15 mil euros mas que gastava 22 mil. O que significa que Carlos Santos Silva lhe emprestava 7 mil euros/mês.
 
O antigo primeiro-ministro foi ainda confrontado por João Perna, o seu motorista, ter recebido 15 mil euros e ter transferido este dinheiro para Sócrates em 2012. José Sócrates dizia que Santos Silva só lhe emprestava dinheiro em 2013 mas um ano antes já transferia dinheiro para Perna, que posteriormente era dado a Sócrates.

17h00 - Sócrates foi ouvido durante cerca de três horas. Segue-se agora uma pausa no interrogatório.  

16h59 - José Sócrates afirma que acusações são "monstruosas" e que não vai deixar "pedra sobre pedra" desta acusação. O procurador Rosário Teixeira também não quis comentar muito o assunto, esquivando-se às questões dos jornalistas, mas afirmou que a acusação está bem fundamentada.

15h53 - Temas falados na sessão de hoje:

- Entregas de dinheiro feitas por Carlos Santos Silva a José Sócrates;
- Casa de Paris - Sócrates afirma que a casa pertencia a Carlos Santos Silva;
- Compra dos livros - antigo primeiro-ministro mostrou-se muito surpreendido, na semana passada, por Santos Silva ter comprado seis mil livros.

15h05 - Antigo primeiro-ministro está a ser ouvido há uma hora. No total das sessões, Sócrates já terá sido ouvido durante mais de 20 horas. 

14h30 - Jornalistas assistentes impedidos de entrar na sala e advogados obrigados a entregar os telemóveis e restantes aparelhos eletrónicos.

13h35 - José Sócrates chega ao Tribunal Central de Instrução Criminal. "Tenho vontade de repor a verdade e para que não fique desta acusação pedra sobre pedra. É uma acusação monstruosa, injusta e completamente absurda", afirmou.

Ivo Rosa José Sócrates crime lei e justiça política
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