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Pais e professores atentos à nova droga

As associações de pais e conselhos directivos de escolas da Região Centro, onde foram detectados casos de alunos que inalam cloreto de etilo como droga, estão preocupados com a situação e vão procurar sensibilizar os alunos para os perigos do uso indevido do anestesiante.

27 de abril de 2007 às 00:00

Nos últimos cinco anos, o uso desta nova droga – um dos componentes do ‘lança perfume’ brasileiro – foi notado em escolas Básicas e Secundárias da Guarda, Caldas da Rainha e Leiria, mas também circula noutros estabelecimentos de ensino do País. O cloreto de etilo – como o CM noticiou quarta-feira – é uma substância que, quando inalada, actua como um alucinogénio e pode causar a morte.

“É uma situação rara, mas em cinco anos descobrimos três sprays” na posse de alunos de 16 e 17 anos, contou ontem António Veiga, presidente da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha. “Não foram apanhados a utilizá-los, mas sabemos que não seriam para tratar dores musculares. Por isso, alertámos os alunos para os perigos do uso indevido”, explicou. Também nas Caldas da Rainha, foi apanhado há dois anos um rapaz de 14 anos que, em conjunto com mais três colegas de outro estabelecimento de ensino, estava a utilizar o cloreto de etilo como droga.

“Expliquei-lhes os riscos e telefonei para as farmácias a pedir para não o venderem aos menores, porque se houvesse consequências iria queixar-me às autoridades”, disse José Pimpão, presidente do conselho executivo da Escola Secundária Raul Proença.

Na Escola Secundária Afonso Albuquerque, na Guarda, o problema também é conhecido. Em 2004, vários alunos, entre os 13 e 15 anos, foram apanhados a inalar cloreto de etilo.

A Associação de Pais e Encarregados de Educação ficou preocupada e as farmácias do distrito foram alertadas para não vender o produto a menores. “Nos últimos anos, que saibamos, não foi detectado o uso da substância pelos alunos”, referiu Conceição Melo, vice-presidente do conselho directivo da escola.

"É MAIS UMA A CIRCULAR"

“Esta é uma questão que preocupa qualquer pai minimamente informado e responsável, apesar de no agrupamento ainda não se ter falado desse produto”, referiu Carlos Almeida, presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas João Roriz, em Castelo Branco. “É mais uma droga que começa a circular no meio escolar, mas toda a comunidade estará atenta aos sinais”, diz.

Também Margarida Baptista, presidente do conselho executivo da Escola Secundária Nuno Álvares, na mesma cidade, afirma que os responsáveis “vão estar atentos”.

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