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Correio da Manhã

Portugal
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Perpétua soma e segue

Rosa Perpétua Vaz faz justiça ao nome e festeja hoje 108 anos de vida. A residir no Centro Social de Moselos, em Paredes de Coura, a anciã vai reunir à sua volta quase 200 amigos numa festa onde não vai faltar o vinho quente, que ainda toma sempre que pode.
20 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Este é, aliás, apontado por quem a conhece como sendo um dos segredos da sua longa vida, que atravessou três séculos. Rosa Perpétua Vaz nasceu a 20 de Fevereiro de 1897, em Infesta, Paredes de Coura, terra onde viveu grande parte da sua vida, no meio dos campos e dos animais que pastoreava.
Criada numa família de 12 irmãos, em tempos difíceis, não se furtou também a uma passagem por Lisboa, onde “esteve a servir” durante alguns anos, regressando depois à sua terra natal.
E é aqui, no Centro Social e Paroquial de Moselos, que a Rosinha, como é carinhosamente tratada por todos os que com ela convivem diariamente, passa os seus dias, repletos de lembranças de outros tempos em que não se furtava aos namoricos e alguns “beijinhos” por detrás dos canastros. “Sempre com muito respeitinho”, lembra, sorridente, Rosinha, que, apesar de ter tido muitos namorados, nunca chegou a casar e que ainda hoje mantém uma saúde digna de respeito.
Na festa estará também um rancho e Rosinha explica porquê: “Gosto muito de folclore.”
AMORES PROIBIDOS
PRIMO PREFERIDO
De entre tantos namorados, só um reunia preferência: o seu primo. Uma relação que nunca se concretizou porque “ele fumava muito”.
LONGEVIDADE
Uns falam no vinho quente, mas há também quem lembre que Rosinha gosta muito de chocolate e que nunca deixou de beber cacau com leite. Algumas pessoas lembram, no entanto, que ficou solteira e que isso a ajudou a viver tanto tempo.
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