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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Funcionários e altos quadros da empresa Águas de Gaia entre os 13 detidos em megaoperação da PJ

Está em causa a gestão autárquica de Eduardo Vitor Rodrigues (PS) e também de Luís Filipe Menezes (PSD).

Atualizado a 26 de maio de 2026 às 14:16

A Polícia Judiciária (PJ) do Porto desencadeou uma operação sem precedentes no âmbito do crime económico que atinge a empresa municipal Águas de Gaia. Eunice Fonseca, diretora da empresa está entre os 13 detidos, assim como outros funcionários e altos quadros da empresa municipal Águas de Gaia. Os suspeitos foram responsáveis pela celebração de contratação pública com as sociedades suspeitas, desde o ano de 2024.

"Os factos indiciados revelam que os intervenientes estabeleceram, ao longo do tempo, um quadro relacional estável, funcionalmente orientado para a manipulação do processo decisório administrativo, no qual a contratação pública foi instrumentalizada como meio de obtenção de vantagens patrimoniais e não patrimoniais ilegítimas, com existência de práticas reiteradas e coordenadas destinadas a condicionar decisões, moldar procedimentos, antecipar resultados e neutralizar mecanismos de controlo, através da utilização de canais informais de comunicação, da exploração de relações funcionais e pessoais e da criação de expectativas de benefício futuro", pode ler-se no comunicado da PJ.

Foram cumpridos cerca de 30 mandados de busca e os detidos são suspeitos de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, abuso de poder e branqueamento, num valor global de 8 milhões de euros.

Para além de elementos probatórios, foram apreendidas viaturas de alta cilindrada, saldos bancários, instrumentos financeiros, três armas de fogo e dezenas de milhares de euros em dinheiro.

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PJ em megaoperação por fraude milionária na empresa Águas de Gaia. Previstas 15 detenções

Está em causa a gestão autárquica de Eduardo Vitor Rodrigues (PS) e também de Luís Filipe Menezes (PSD). A PJ encontra-se a realizar ainda buscas domiciliárias e a empresas. 

A investigação da Polícia Judiciária do Porto decorre há 17 meses. Nasceu de uma denúncia que dava conta de jantares anuais entre a diretora das águas residuais e funcionários onde eram entregues envelopes com dinheiro. O objetivo inicial desta megaoperação passa por apreender toda a documentação necessária para sustentar a investigação que vai ser levada a juiz. 

O antigo presidente da empresa, Miguel Lemos Rodrigues, já tinha sido acusado de corrupção em setembro do ano passado e suspenso de funções. 

As medidas de coação podem ser conhecidas já na quinta-feira.

Publicada originalmente a 26 de maio de 2026 às 09:13

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