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Equipa da PJ e de Medicina Legal em Moçambique para acompanhar investigações à morte de banqueiro português

Pedro Ferraz, de 56 anos, foi encontrado morto num hotel em Maputo na segunda-feira.

24 de janeiro de 2026 às 12:55

Uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses vão acompanhar em Moçambique as investigações da morte do banqueiro português Pedro Ferraz Reis, informaram este sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Justiça, através de um comunicado.

"Na sequência dos contactos com as autoridades de Moçambique, decorridos ao longo desta semana, e no quadro de cooperação entre autoridades policiais e judiciárias de ambos os países, seguirá neste fim de semana para Maputo uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses", adianta o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Justiça, num comunicado conjunto, divulgado este sábado.

A equipa "acompanhará as investigações da morte do empresário Pedro Ferraz Reis, em estreita cooperação com as autoridades judiciárias e policiais", acrescenta.

, as provas para se conhecerem as razões da morte em Moçambique do português Pedro Ferraz Reis, administrador do Banco Comercial de Investimento (BCI), podem estar comprometidas.

Pedro Ferraz Reis foi encontrado morto, na segunda-feira, 19, nas casas de banho do Serena Polana Hotel, em Maputo. O corpo deverá ser transladado para Portugal no início da próxima semana, mas os especialistas alertam que uma eventual segunda autópsia, a pedido pela família, pode “estar comprometida”, caso o cadáver não seja “bem preservado”.

“A segunda autópsia é sempre menos exata, mas se o corpo estiver em más condições, preservado no frio, os condicionalismos são decisivos”, alerta o médico Duarte Nuno Vieira, ex-presidente do Instituto de Medicina Legal. 

De acordo com a polícia de investigação moçambicana, o administrador do banco BCI, subsidiária em Moçambique do grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do também português BPI, tirou a própria vida na casa de banho daquela unidade hoteleira de luxo no centro de Maputo com recurso a instrumentos cortantes, nomeadamente facas, e ingestão de veneno para ratos. Nessa conferência de imprensa, foram apresentadas imagens de videovigilância do português a comprar os instrumentos e o veneno.

Mas anteriormente, a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Marta Pereira, avançou que a morte do cidadão português era resultado de homicídio e que investigações estavam em curso, com base nas imagens de videovigilância do referido hotel, acrescentando que o crime aconteceu na segunda-feira, pelas 23:46, e que se tratou de "um homicídio voluntário".

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