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Correio da Manhã

Portugal
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PJ investiga abusos sexuais em escola

Menor, de 12 anos, contou à irmã mais velha que tinha sido atacada por um colega, na Trofa.
Silvana Araújo Cunha e Tânia Laranjo 1 de Fevereiro de 2018 às 01:30
Abusos sexuais, violação
Abuso sexual
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A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um crime de abusos sexuais cometidos contra uma menor de 12 anos por um jovem de 18, terça-feira, no interior de uma escola do concelho da Trofa. A queixa foi apresentada à GNR pelo pai, ontem, depois de a filha ter chegado a casa com a roupa ensanguentada. "Chegou à noite com sangue nas calças, mas disse que não era nada. Só hoje (ontem) é que ela contou à irmã mais velha que tinha sido violada pelo rapaz na escola", disse ao CM o pai da menina.

Os inspetores da PJ estiveram toda a tarde na escola e, após efetuarem as primeiras diligências, decidiram não avançar para qualquer detenção. O jovem foi ouvido durante várias horas, assim como a menina, que depois foi levada pelo pai para o Instituto de Medicina Legal para fazer exames médicos.
"Estou revoltado porque ninguém me diz nada da escola e sei que a culpa disto é por não terem funcionários suficientes. Amanhã mando a minha filha para a mesma escola que este homem?", interroga-se o pai, que não acredita na tese de que a filha mantinha uma relação com o rapaz.

Ao CM, o diretor do estabelecimento de ensino confirma que a investigação está a decorrer. "Vamos deixar as autoridades fazerem o seu trabalho e depois agir em conformidade. Os dois alunos vão manter-se na escola até que o inquérito tenha um desfecho". Quanto à acusação de falta de funcionários, o diretor diz que "chegam", mas acrescenta que, "com tantos alunos, vão sempre parecer poucos".

PJ exclui violação
Depois de ter ouvido o jovem de 18 anos durante várias horas, a PJ excluiu o crime de violação. Mesmo assim, caso se confirmem os contactos sexuais, será um crime de abusos.

1800 alunos
A escola onde o caso ocorreu tem cerca de 1800 estudantes. De acordo com o diretor do estabelecimento de ensino, o número de funcionários responsáveis pela vigilância ronda os vinte.

Pais revoltados
Apesar de a decisão da escola ser a de manter ambos os alunos a frequentar as aulas habituais, o pai da menina acha "inadmissível". "Vou mudar a minha filha de escola, não pode ser", disse.

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