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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Prisão preventiva para suspeito de violência doméstica contra mãe no Algarve

Detido tem 35 anos e as autoridades acreditam que "ameaçava de morte e injuriava frequentemente a sua mãe".

21 de maio de 2019 às 18:11

As autoridades detiveram e decretaram prisão preventiva a um homem suspeito de violência doméstica, roubo, extorsão e violação de domicílio cometidas contra a mãe e ex-namorada, no início do ano, no concelho de Loulé, anunciou hoje o Ministério Público.

O detido tem 35 anos e as autoridades acreditam que "ameaçava de morte e injuriava frequentemente a sua mãe, com quem vivia em Quarteira", freguesia do concelho algarvio, além de "ter forçado a entrada em casa da ex-namorada e, em frente dos filhos menores desta, a ter ameaçado de morte e agredido" para lhe "exigir dinheiro", precisou a Procuradoria da Comarca de Faro.

"Logo depois, quando a irmã do arguido se deslocou a esse local, terá sido também agredida e ameaçada de morte pelo arguido", acrescentou o Ministério Público (MP) num comunicado.

A acusação acredita ter recolhido provas suficientes para sustentar os factos alegadamente ocorridos em "janeiro e fevereiro do corrente ano, depois do arguido ter obtido liberdade condicional", no âmbito de um outro processo que lhe valeu uma condenação a 8 anos de prisão, sublinhou a mesma fonte, sem precisar o tipo de crime na origem dessa pena.

"O arguido, que, depois dos factos, saíra do Algarve para paradeiro desconhecido, foi localizado e detido em Lisboa, neste fim de semana. Apresentado esta segunda-feira a interrogatório judicial, o arguido ficou em prisão preventiva", contextualizou ainda o Ministério Público da secção de Loulé do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro.

O DIAP de Faro também anunciou hoje que acusou uma mulher de 34 anos pelo crime de burla qualificada, por ter "vivido dos fundos que obteve com a falsa alegação de que tinha uma doença oncológica em fase terminal", durante mais de dois anos.

A arguida enganou primeiro "conhecidos e familiares, incluindo os seus filhos e companheiro, e foi conseguindo que várias pessoas, por solidariedade, lhe entregassem elevadas quantias para a ajudarem, designadamente nos supostos tratamentos" contra o cancro, sustenta a acusação do Ministério Público.

Para ser convincente, a mulher "terá chegado a rapar o cabelo, a tirar fotografias em instituições de saúde especializadas no tratamento da doença, a simular feridas", alega a acusação.

Além de ter beneficiado de verbas angariadas em "campanhas em redes sociais", também estão em causa "festas, cujos lucros reverteram para a arguida" e que estão quantificados em, pelo menos, "duas dezenas de milhares de euros", estimou o MP, recordando que a mulher tinha sido detida em 06 de novembro de 2018, por "suspeita de ter ao longo de anos angariado diversas quantias monetárias com a falsa alegação de ter uma doença oncológica e de precisar de dinheiro para tratamento".

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