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Procurador volta a pedir 25 anos para Ana Saltão

Defesa da inspetora diz que não há provas e quer a absolvição.

13 de julho de 2017 às 11:55

O Ministério Público quer ver Ana Saltão, a inspetora da Judiciária acusada de matar a avó do marido em Coimbra, condenada à pena máxima. Ontem, nas alegações finais, o procurador Jorge Leitão voltou a pedir, tal como fez no primeiro julgamento, em 2014, 25 anos de cadeia.

O magistrado sublinhou a "frieza e premeditação" com que o crime foi cometido, e considerou provado que Ana Saltão furtou a arma de serviço de uma colega da PJ do Porto e deslocou-se a Coimbra, onde matou Filomena Gonçalves, de 80 anos, avó do marido, que é também ele inspetor da PJ.

Já Castanheira Neves, advogado do filho da vítima, referiu que "há um conjunto muito concreto de provas e coincidências que apontam a arguida como culpada". Para o causídico, "não importa a motivação, nem o trabalho de construção ou desconstrução de prova". O advogado lembrou, por exemplo, que a arma usada era igual à que foi roubada da PJ.

Dirigindo-se ao júri, pediu justiça: "Não posso sair desta sala com a dúvida com que entrei".

A defesa fez uma leitura oposta. Mónica Quintela disse que não há provas contra a sua constituinte e quer a absolvição. "A investigação foi feita num só sentido", criticou. Em seu entender, não ficou provado o móbil do crime, nem qual a arma usada. "É possível condenar esta pessoa com tantas dúvidas?", questionou.

No final, Ana Saltão reafirmou: "Não fui eu que matei a avó do meu marido".

A leitura do acórdão está marcada para 29 de setembro.

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