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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Professora condenada a multa por beneficiar aluna em exame de português

Em causa estão crimes de abuso de funções de segredo de funcionário.

20 de dezembro de 2021 às 11:45

A professora Edviges Ferreira, acusada de ter informado uma aluna das matérias que iam sair no exame de Português do 12.º ano, foi condenada a 130 dias de multa, num total de 1170 euros, por abuso de funções de segredo de funcionário.

O Tribunal Criminal de Lisboa considerou que teve a intenção de beneficiar a aluna.

O caso remonta ao ano letivo de 2016/2017, ano em que a professora da Escola Secundária Rainha Dona Amélia, em Lisboa, e também presidente da Associação de Professores de Português, era uma das auditoras de provas, tendo tido, por isso, acesso aos exames.

Edviges Ferreira terá continuado a dar explicações a alunos que iriam fazer o exame daquela disciplina e, alegadamente, foi nesse âmbito que passou a uma das suas explicandas - Margarida Belo Dias - informações sobre o enunciado da prova. 

Em causa estão crimes de violação de segredo por funcionário e abuso de poder.

O alegado crime foi descoberto quando foi conhecida uma gravação áudio partilhada dias antes do exame nas redes socias por uma aluna com temas que sairiam no exame.   

Edviges Ferreira, que está impedida de dar aulas em escolas públicas durante três anos, tinha sido absolvida no final de 2020 de todos os crimes, mas Ministério Público e Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) recorreram da sentença e o Tribunal da Relação de Lisboa mandou repetir o julgamento.

O segundo julgamento começou em 16 de novembro, no Campus da Justiça, em Lisboa.

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