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PSP identificou 56 alojamentos ilegais ocupados por 900 estrangeiros na AMP em 2025

Operações resultaram ainda em 106 notificações para abandono voluntário do território nacional.

13 de janeiro de 2026 às 10:30

A PSP identificou, ao longo de 2025 nos concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP), 56 alojamentos ilegais ocupados por cerca de 900 cidadãos estrangeiros, indicou esta terça-feira a direção nacional desta polícia.

Num comunicado no qual faz um balanço das ações de fiscalização da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional realizadas no ano passado, a PSP refere que nessa mais de meia centena de alojamentos ilegais identificados foram registadas "diversas irregularidades" como sobrelotação, ausência de condições mínimas de higiene e segurança, presença de pragas e inexistência de contratos de arrendamento.

Os 56 alojamentos ilegais estavam ocupados por cerca de 900 cidadãos estrangeiros, acrescenta.

No período em referência, acrescenta, foram efetuadas 63 detenções e registadas 167 contraordenações na AMP, onde a PSP realizou 517 operações policiais que resultaram na fiscalização de 5.394 cidadãos estrangeiros.

Das detenções destacam-se 53 por permanência irregular em território nacional, enquanto as restantes 10 deveram-se a outros ilícitos, nomeadamente falsificação de documentos, posse de arma proibida e crimes contra a propriedade.

Estas operações resultaram ainda em 106 notificações para abandono voluntário do território nacional e foram identificados 233 cidadãos com diligências pendentes no Sistema de Informação Schengen (SIS).

No comunicado, a PSP acrescenta ainda que registou 167 autos de notícia por contraordenação, ao abrigo da Lei dos Estrangeiros.

Estas intervenções foram levadas a cabo pela PSP, através do Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço (NECF) do Porto, sob a coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF).

"A PSP reforça a sua atuação diária na prevenção e repressão de atividades ilícitas ligadas à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos, bem como na deteção de situações de vulnerabilidade social, frequentemente associadas a condições habitacionais precárias e dificuldade de acesso a um mercado de trabalho regulado, contribuindo para a prevenção da criminalidade associada a estas matérias", lê-se no comunicado.

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