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Correio da Manhã

Portugal
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Sindicato Independente desconvoca a greve. Sindicato de Pardal Henriques mantém paralisação

Motoristas garantem que os serviços mínimos "estão a ser cumpridos, apesar de ser feriado".
Correio da Manhã e Lusa 15 de Agosto de 2019 às 11:02
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas - Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias
 O presidente do sindicato, Francisco São Bento e o porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques, e os motoristas
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas - Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias
 O presidente do sindicato, Francisco São Bento e o porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques, e os motoristas
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas - Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias
 O presidente do sindicato, Francisco São Bento e o porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques, e os motoristas
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Portugal continua esta quinta-feira o quarto dia em crise energética devido à greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias, num dia feriado em que chegou a haver a expectativa de uma reunião entre grevistas e patronato.

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, desafiou a Antram para uma reunião às 15h00 desta quinta-feira, mas a associação que reúne as empresas de transportes recusou, alegando que não negoceia enquanto durar a greve, convocada por tempo indeterminado.

Acompanhe ao minuto

22h57 - Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, comenta o "passo importante do SIMM"
O ministro das Infraestruturas deu esta quinta-feira os parabéns ao SIMM pela desconvocação da greve, apelando ao Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas que faça o mesmo e se junte às negociações.

Pedro Nuno Santos falava aos jornalistas no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, local onde esta quinta-feira à noite decorreu uma reunião e no final da qual foi anunciado pelo SIMM que tinha decidido desconvocar a greve e partir para o processo negocial. Pedro Nuno Santos não deixou de elogiar este "passo importante do SIMM).

"A Fectrans escolheu a via negocial e conseguiu resultados, o SIMM decidiu-se pela via negocial e, portanto, pretende obviamente conseguir avanços. Falta o SNMMP. Nós fazemos o apelo ao Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas para que desconvoque a greve e se junte a este processo negocial. É o que todos esperamos, é o que todos os portugueses esperam", apelou.

Para o ministro, "o SIMM está de parabéns por ter dado este passo e ter-se juntado ao processo negocial com vista a melhorar e a dignificar a profissão de motorista".

"Falta o SNMMP, que ainda hoje desafiou a Antram para uma mediação sem desconvocação de greve. Não é suficiente. Qualquer negociação, para nós conseguirmos fazê-la em ambiente saudável e conseguirmos progredir e ter resultados, não podemos estar sob uma greve", disse.

Por isso, prosseguiu Pedro Nuno Santo, "é fundamental que, sendo a opção e a vontade do sindicato o diálogo, a negociação, que desconvoque a greve e se junte ao processo negocial", sendo "isso que esperam todos os portugueses".

22h50 - Porta-voz da ANTRAM, dá os "parabéns" ao SIMM
André Matias de Almeida, porta-voz da ANTRAM, deu esta quinta-feira à noite os "parabéns" à ANTRAM pela decisão tomada de desconvocarem a greve para que possam ser feitas negociações entre os motoristas e os patrões.

Na sua intervenção, o porta-voz da ANTRAM garantiu ainda que entidade não reuniu com o SIMM enquanto este estava em greve. André Matias de Almeida explicou que o SIMM "desconvocou a greve e a seguir negociou com a ANTRAM".

Congratulando a decisão do SIMM, André Matias de Almeida fez referência ao facto de não ter sido "necessário nenhum mediador" para que as duas entidades chegassem a um acordo.

"Não há vencidos, há um vencedor que é o diálogo", disse o advogado, sublinhando que hoje "foi dado mais um passo histórico" com a assinatura de um documento que trará "melhorias muito grandes para o setor", nomeadamente aumentos salariais.

22h58 - António Costa saúda SIMM e Antram pelo fim da greve e início das negociações



22h35 - Sindicato Independente aceita desconvocar a greve. Sindicato de Pardal Henriques mantém paralisação
O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) anunciou esta quinta-feira à noite que vai desconvocar a greve, iniciada na segunda-feira por tempo indeterminado, para que seja possível negociar com a ANTRAM. Já o SNMMP mantém a paralisação.

A revelação foi feita por Anacleto Rodrigues, porta-voz do SIMM.

Em declarações aos jornalistas, Anacleto Rodrigues referiu que agora o SIMM vai trabalhar com aquilo que eram as propostas do sindicato. A primeira reunião de trabalho vai ser realizada no próximo dia 12 de setembro.

Enquanto comentava a greve dos motoristas que teve início na segunda-feira passada, Anacleto Rodrigues explicou que o sindicato que representa chegou à conclusão de que "a greve não cumpriu de todo os seus objetivos". O porta-voz do SIMM acrescentou ainda que "não houve a participação que se esperava".

Anacleto Rodrigues considerou também que os serviços mínimos decretados pelo Governo foram "demasiado generosos".

Vão agora voltar ao serviço cerca de 150 motoristas. 


22h25 - Pedro Pardal Henriques falou sobre a mediação do Governo na greve dos motoristas
Pardal Henriques comentou esta quinta-feira à noite a mediação do Governo pedida nesta greve dos motoristas.

"Nós não vamos desconvocar a greve. Estivemos no ministério hoje e a ANTRAM não apareceu. Fizemos um pedido de mediação ao Governo", disse o porta-vos do SNMMP. "Não vamos desconvocar a greve. O pressuposto é este", rematou Pedro Pardal Henriques.

"A ANTRAM sempre se recusou a sentar com o sindicato enquanto este está em gerve", afirmou Pardal Henriques acrescentando que já que a ANTRAM não se quer sentar com o sindicato, ao menos que se "sente com o Governo".

"Estamos tranquilos", garantiu Pardal Henriques afirmando que agora está tudo nas mãos da ANTRAM para que as negociações voltem a acontecer.

21h21 - ANTRAM, SNMMP e Governo em reunião no ministério das Infraestruturas
Os patrões da ANTRAM, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e o Governo já estão reunidos no ministério das Infraestruturas e Habitação.

20h40 - Processo de mediação cai por terra por não haver "viabilidade para que possa avançar"
Miguel Cabrita disse esta quinta-feira que "não é viável fazer um processo de mediação com seriedade e com possibilidade de êxito. Este processo de mediação termina no sentido em que não há viabilidade para que possa avançar".

"O processo de mediação só avança quando tem viabilidade" e "depende da vontade das partes", afirmou o governante, em conferência de imprensa, em Lisboa.

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) fez hoje depender um eventual processo negocial da desconvocação da greve que dura desde segunda-feira.

Para o secretário de Estado, "aquilo que é claro neste momento para o Governo é que qualquer processo de mediação já só é possível num quadro em que a greve não está ativa".

"Para que qualquer pedido de mediação não seja um expediente dilatório, não seja uma mera formalidade, mas pelo contrário, possa ter condições de êxito, aquilo que é essencial é que a greve termine", reforçou o governante.

20h29 - Sindicato lamenta "intransigência" da ANTRAM
O presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas lamentou esta quinta-feira a "intransigência" da Antram, que exige que a greve seja desconvocada para aceitar sentar-se à mesa das negociações.

"É uma tristeza receber essa notícia, lamentamos a intransigência da Antram", disse Francisco São Bento à agência Lusa quando teve conhecimento da posição da ANTRAM.

"Levantem a greve e reunimo-nos amanhã [sexta-feira]", lê-se no comunicado enviado à Lusa pelo advogado da Antram, reiterando que "não é por responsabilidade da Antram que esta greve existe".

O sindicalista lamenta a posição da associação patronal e lembra que até o Governo aceitou nomear um mediador para sanar o conflito entre empresas e motoristas que levou à convocação desta greve desde segunda-feira e por tempo indeterminado.

"Mostrámos a total disponibilidade para nos sentarmos à mesa das negociações e tentarmos sanar o conflito. Esta renitência da Antram entristece todos os portugueses. Está claro que são eles que não querem desbloquear a greve", sublinhou.

19h22 - ANTRAM diz que se reúnem já esta sexta-feira se sindicatos levantarem a greve
A Antram disse esta quinta-feira à Lusa que, se os sindicatos desconvocarem a greve, podem reunir-se já na sexta-feira, respondendo assim ao pedido de mediação que o sindicato dos motoristas de matérias perigosas fez esta tarde ao Governo.

"Levantem a greve e reunimo-nos amanhã [sexta-feira]", lê-se no comunicado enviado à agência Lusa pelo advogado da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), reiterando que "não é por responsabilidade da Antram que esta greve existe".

A associação patronal salientou, assim, aquilo que vem dizendo publicamente, que "negoceia desde que a greve seja levantada", relembrando que o mecanismo de mediação que o Governo propôs às partes envolvidas no conflito na semana anterior à greve foi "liminarmente" rejeitado pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

O SNMMP pediu hoje a mediação do Governo para chegar a um entendimento que permita terminar a greve, anunciou o presidente da estrutura sindical, Francisco São Bento.

"Chegámos à conclusão de que o melhor caminho será recorrer, ou requerer, a mediação do Governo", afirmou Francisco São Bento, acrescentando que "cabe agora ao Governo tentar colocar-se à mesa com a Antram".

O dirigente sindical esclareceu que agora, depois de ter sido requerida a mediação do Governo, é ao executivo que compete "tentar colocar-se à mesa" das negociações diretamente com a Antram e, posteriormente, com o sindicato.

Enquanto decorrerem as negociações, a greve "mantém-se nos mesmos moldes", segundo o SNMMP.


18h57 - Sindicato vai negociar com mediador e admite estar aberto a cedências
O presidente do SNMMP reconheceu esta quinta-feira que a mediação é o melhor caminho para desbloquear o conflito entre os motoristas e a Antram e admitiu algumas cedências por parte dos motoristas.

"Chegámos à conclusão de que o melhor caminho a seguir é a mediação e fizemos um requerimento ao Governo que foi aceite e há possibilidade de nos reunirmos já amanhã [sexta-feira]", explicou Francisco São Bento, depois de ter conversado cerca de 10 minutos com os grevistas que se juntaram na Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima, Lisboa, e que concordaram com a decisão do sindicato.

O sindicalista explicou que haverá reuniões bipartidas, prevendo-se que, numa primeira fase, pelo menos, os sindicatos não se sentem à mesma mesa que a Antram.

"Estaremos presentes com o Governo como a Antram também estará, mas nada impede que, se houver um bom clima, não possamos sentarmo-nos na mesma mesa de negociações", acrescentou o presidente do sindicato.

"Quando estamos numa mesa de negociações possivelmente terá de haver cedências de parte a parte. Se fizermos cedências, levaremos a informação aos nossos associados e se forem aprovados assinaremos o acordo", frisou.

17h35 - Familiares juntam-se a grevistas em Aveiras de Cima
Vários familiares juntaram-se esta quinta-feira aos motoristas de matérias perigosas que compõem o piquete de greve à porta da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa.

Os cerca de 50 motoristas que se encontravam pelas 17h00 nas imediações da plataforma logística dizem que continuam firmes na luta e aguardam notícias da deslocação do presidente do SNMMP à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, em Lisboa.

Muitos deles confessam-se cansados, depois de estarem no piquete de greve há vários dias, mas não desmotivados.

Hoje as criticas foram para o acordo assinado entre na quarta-feira entre a Fectrans e Antram, dizendo que este teve como propósito tirar força à luta dos motoristas de matérias perigosas.

À semelhança do que aconteceu nos últimos dias, cada vez que passa um colega num camião-cisterna e que pertence aos serviços mínimos e apita a resposta que recebe é uma salva de palmas.

Mas esta tarde o maior aplauso foi para um dos dois motoristas que na quarta-feira foram notificados em casa para ir trabalhar no âmbito da requisição civil.

Um dos elementos do piquete de greve contou à Lusa que esse colega esteve 20 horas em protesto e que quando se deslocou a casa para ir dormir algumas horas e comer foi abordado pela GNR para ir trabalhar 15 horas.

"Ninguém arreda pé" e "nem um passo atrás" são as palavras de ordem que se ouvem de vez em quando, mas que se intensificam cada vez que há um direto numa televisão.

17h00 - Governo vai nomear um mediador
O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, anunciou esta quinta-feira, em Lisboa, que o Governo vai nomear um mediador para tentar terminar o conflito entre a ANTRAM e o SNMMP.

"O Governo não deixará de acionar estes mecanismos nos termos legais, e, portanto, nomear um mediador que contactará a Antram para avaliar de alguma forma a disponibilidade da Antram tirar partido deste processo de mediação", disse Miguel Cabrita aos jornalistas à porta das instalações da Direção Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT).

De acordo com o governante, a mediação trata-se de um direito previsto no Código do Trabalho, que "pode ser espoletado por qualquer uma das partes".

Questionado sobre quanto mais tempo pode durar esta greve, o secretário de estado do Emprego explicou que "o tempo que a greve vai durar, só as partes o podem dizer", realçando que "o Governo tudo tem feito".

Antes de terminar as suas declarações aos jornalistas, Cabrita disse ainda que "se a greve for desconvocada, haverão melhores condições para esta mediação" do Governo. 

16h40 - Sindicato pede mediação do Governo
O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas reuniu-se esta quinta-feira com o Governo, numa reunião que contou com a presença de um mediador externo escolhido pelo sindicato: Bruno Fialho, dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. Francisco São Bento, presidente do SNMMP, anunciou que "o melhor caminho é recorrer ao Governo para mediar" as negociações.

"O Governo fará as reuniões só com a ANTRAM", disse aos jornalistas o responsável após a reunião. "A greve será desconvocada assim que o conflito for resolvido", anunciou Francisco São Bento.

No final da reunião também Pedro Pardal Henriques prestou declarações. "Neste momento, e ao requerer este processo de mediação, compete somente ao Governo a desconvocação desta greve", indicou. "A greve continuará até ao momento que a ANTRAM e este sindicato entenderem que não há necessidade de continuar", explicou Pardal Henriques.

O porta-voz do SNMMP garantiu ainda que não se vai afastar. "Estarei sempre do lado do sindicato e sempre que for necessário estarei presente", indicou Pardal Henriques.

16h09 - ANTRAM e FECTRANS dizem que acordo implica aumentos entre 140 e 266 euros
O acordo assinado entre a ANTRAM e a FECTRANS representa aumentos mínimos de 140 euros para motoristas indiferenciados e 266 euros para motoristas de matérias perigosas.

Os valores, avançados pelas duas partes, estarão em vigor a partir do próximo ano, e foram acordados numa reunião realizada na quarta-feira à noite no Ministério das Infraestruturas e da Habitação, em Lisboa.

De acordo que a ANTRAM, o acordo foi conseguido na sequência de "uma dura negociação" e permite um aumento mínimo de 140 euros para motoristas de mercadorias gerais e de 266 euros para quem transporta matérias perigosas.

A estes valores "acrescerão os impostos que as empresas terão de suportar", sendo que, "no total, este aumento comporta um custo total de mais de 300 euros por mês por cada trabalhador", refere a ANTRAM em comunicado esta quinta-feira divulgado.

"O custo que as empresas suportarão por trabalhador por ano aumenta em mais de 4.000 euros através deste novo acordo", acrescenta a associação.

Considerando que 2020 será "um ano histórico" e que este foi "um dos mais bem conseguidos acordos de que há memória", a ANTRAM adianta esperar que haja uma "alteração muito elevada no que respeita a tempos de espera/cargas e descargas destes trabalhadores".

Também a FECTRANS considerou que o acordo resolve algumas das "questões nucleares" dos trabalhadores, como referiu esta quinta-feira, em conferência de imprensa, o coordenador nacional da federação, José Manuel Oliveira.

O responsável da FECTRANS sublinhou que este "memorando de entendimento" melhora e valoriza questões como as diuturnidades e ajudas de custo, e muda conceitos de atribuição de regras de ajudas de custo diárias no transporte ibérico e internacional.

José Manuel Oliveira adiantou ainda que será realizada uma "discussão interna" no âmbito da federação, com dirigentes e associados, para retomar as negociações na primeira semana de setembro e "concluir a revisão global do contrato coletivo de trabalho", para que este possa ser publicado este ano e entre em vigor a partir de janeiro de 2020.

O porta-voz do SNMMP reagiu, entretanto, ao anúncio do acordo, considerando que foi feito à revelia dos motoristas e dizendo acreditar ser ainda possível esta quinta-feira uma reunião com o patronato.

Trata-se de um "acordo que foi assinado à revelia de tudo aquilo que os motoristas pretendiam. O país está em estado de crise energética porque os motoristas têm-se revoltado e têm reclamado condições que não são aquelas que estão no acordo, e a ANTRAM e a FECTRANS resolveram celebrar um acordo contra a vontade dos motoristas", disse Pedro Pardal Henriques à comunicação social em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa.

Para o porta-voz do SNMMP, "a FECTRANS deveria representar a vontade dos sócios e não foi aquilo que aconteceu".

"Fez aquilo que os dirigentes assim o entenderam e, ainda por cima, patrocinado, com pompa e circunstância, pelo ministério, que saiu para anunciar o acordo histórico", declarou.

Sobre o desafio feito à ANTRAM para uma reunião esta quinta-feira à tarde, Pardal Henriques disse que estaria às 15h00 na DGERT, em Lisboa, a aguardar que a associação tenha a coragem de falar com o SNMMP, o que até às 15h55 não tinha acontecido.

15h50 - 
PSP diz que é "falso" haver esquadras encerradas por causa da greve
A Direção Nacional da PSP nega que o encerramento de esquadras denunciado pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) não está relacionado com a greve dos motoristas de matéria perigosas. 

"Relativamente a notícias vindas a público que dão conta que existem esquadras que estão a ser fechadas devido ao empenho de polícias na condução e escolta de camiões-cisterna no contexto da greve dos motoristas de matérias perigosas, a Polícia de Segurança Pública esclarece que é totalmente falso que tenham sido, ou estejam a ser, encerradas subunidades policiais pelos motivos descritos. A PSP informa, ainda, que existem casos pontuais de encerramento temporário de esquadras, em períodos devidamente definidos, numa óptica de gestão operacional e optimização de meios, sempre tendo em consideração a segurança pública das populações, que não estão, de todo, relacionados com a missão da PSP na situação de crise energética em curso", pode ler-se. 

14h30 - Sindicato desafia ANTRAM a pedir desculpa aos portugueses pelos impactos da greve
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse esta quinta-feira que a greve só se mantém porque a Antram recusa negociar e desafiou os patrões a pedirem desculpa aos portugueses.

"Acho que [os portugueses] merecem um pedido de desculpas e acho que a Antram [associação de empresas] já devia ter tido a decência de pedir desculpa a estas pessoas", afirmou Pedro Pardal Henriques, em Aveiras de Cima.

Para o porta-voz do SNMMP, "a greve só se mantém porque não querem [a associação patronal] negociar" com o sindicato.

13h00 -
"Distribuição começa a fazer-se com completa normalidade", garante o ministro do Ambiente
O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, garantiu a "completa normalidade" na distribuição de combustível no País - "não há iminência de rutura".  

Exemplificando, João Pedro Matos Fernandes, acrescentou que os serviços mínimos estão a ser cumpridos, pelo que o Aeroporto de Lisboa tem 60% do stock com combustível (suficiente para mais de dois dias), de Leça da Palmeira foram feitas 98% das cargas previstas para esta quinta-feira e de Sines foram asseguradas 95% das cargas. 

Matos Fernandes acrescentou ainda que em Aveiro já foram ultrapassadas as estimativas, sendo que "de 41 cargas que havia de serviço mínimos previstos para hoje foram realizadas 43".

No Barreiro e na CLC, em Aveiras de Cima, o número é menor, mas, "mesmo assim, a meio do dia, foram concretizadas metade das cargas".

O ministro destacou ainda que, "pela primeira vez, ao fim de quatro dias de greve", conseguiu-se que "o gasóleo que está em 'stock' no Algarve seja igual à média.

O ministro refere " o grande esforço que fizemos teve êxito e existe combustível para que as pessoas, percebendo que estamos no meio de uma greve, possam fazer as suas viagens com segurança e certeza de que não lhes vai faltar combustível", afirmou.

O ministro salienta que não tem informação de esquadras da PSP encerrado devido a mobilização de agentes para greve dos motoristas - "não tenho informações vindas da PSP". 

Sobre a notícia avançada pela SIC, que dá conta de camiões com matricula espanhola a abastecerem os postos em Portugal, nomeadamente em Monte Gordo, no Algarve, sem combustível há três dias. O ministro refere que "é absolutamente legal que isso aconteça".

"Sim, isso aconteceu ao longo destes dias, como acontece em dias em que não há greve. É absolutamente legal que isso aconteça, é uma situação absolutamente normal", disse.

12h43 - Serviços mínimos de abastecimento ao Aeroporto de Faro cumpridos pelos motoristas
Os serviços mínimos de abastecimento para o Aeroporto de Faro estão a ser cumpridos pelos motoristas.

Esta quarta-feira o abastecimento de combustível para o aeroporto teve de ser garantido por militares da GNR, já que os motoristas não se apresentaram ao trabalho.

Os motoristas, que diariamente garantem este transporte, não se apresentaram ao serviço, não permitindo o transbordo diário das cisterna-tanque, que são transportadas por via ferroviária da refinaria de Sines até à base logística de Loulé, e que deveria ter começado logo de manhã.
 
12h39 -  ENSE assegura que os serviços mínimos estão a ser cumpridos, mas apela "à contenção" na utilização dos combustíveis 
O abastecimento dos postos de combustível e dos aeroportos está a processar-se com regularidade no país, estando a ser cumpridos os serviços mínimos legalmente estabelecidos, anunciou esta quinta-feira a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE).

Os serviços mínimos legalmente estabelecidos foram cumpridos até às 10h00 desta quinta-feira, de acordo com um ponto da situação publicado na página da ENSE na Internet pelo presidente do Conselho de Administração, Filipe Meirinho.

Durante a noite desta quinta-feira estiveram envolvidos no transporte de combustíveis 26 elementos Forças Armadas e das Forças de Segurança, e às primeiras horas da manhã, o número subiu para 54, acrescenta.

A ENSE recorda que a greve "continua a criar constrangimentos na distribuição de combustível no país, apelando à contenção na sua utilização".

12h27 - Esquadras da PSP encerradas devido a mobilização de agentes para greve dos motoristas
A mobilização de elementos da PSP para minimizar os efeitos da greve e garantir a segurança do transporte de combustíveis está a retirar polícias do serviço operacional. De acordo com o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, há equipas de intervenção rápida desviadas das suas áreas para Leixões, mas também há casos em que as patrulhas às ocorrências são eliminadas.

Na zona de Lisboa, sabe o CM, a esquadra de Alhandra, Vila Franca de Xira, tem fechado durante a noite devido à falta de efetivo, mobilizado para a greve. "Cada polícia tem de fazer o trabalho de dois, três ou mesmo quatro", aponta Paulo Rodrigues, garantindo que estes agentes nada recebem a mais. "Apenas aqueles que são destacados de mais longe, como Bragança, recebem uma ajuda de custo, mas que em pouco ultrapassa os cinco euros", explica.

Já na GNR, há militares a trabalhar 27 horas seguida a troco de uma ajuda de custo semelhante. Ambos os dirigentes questionam como será se a greve se prolongar.

12h10 - FECTRANS marca conferência de imprensa para as 13h00
Num comunicado enviado às redações, a FECTRANS mostrou-se disponível para prestar esclarecimentos sobre o Memorando de Entendimento assinado esta quarta-feira entre a federação do sindicato e a ANTRAM.

A conferência de imprensa terá lugar na FECTRANS às 13h00. 

11h40 - GNR e PSP já mobilizaram mais de 100 elementos para combater greve de camionistas
A Guarda Nacional Republicana (GNR), em conjunto com a Polícia de Segurança Pública (PSP), asseguraram o transporte de combustível em 84 veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas, num total de 106 elementos destas forças policiais, na sequência de ter sido decretado estado de emergência em todo o território.

A informação foi avançada numa nota de comunicação social, enviada esta quinta-feira às redações, onde é feito o balanço dos operacionais mobilizados entre os dias 12 e 14 de agosto, segunda a quarta-feira, respetivamente.

11h20 - Sindicato espera patrões para reunião esta tarde - "O desafio mantém-se. Às 15 horas lá estaremos"
O presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, Francisco São Bento, garantiu aos jornalistas que mantém o convite para negociar com a ANTRAM, às 15h00 desta quinta-feira.

"O desafio mantém-se. Às 15 horas lá estaremos, aguardando a presença das entidades envolvidas", disse Francisco São Bento.

A ANTRAM afirma que não negocia enquanto durar a greve. 

Francisco São Bento afirmou que os sindicalistas se iriam reunir para deliberar, mas que se mantêm firmes e que como tal, não vão desconvocar a greve.


10h12 - Revendedores de combustíveis preocupados com prejuízos provocados pela greve
A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) afirmou esta quinta-feira que está preocupada com o aumento dos custos e quebra de receitas dos seus associados devido à greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias.

Num comunicado esta quinta-feira divulgado, a ANAREC indica que tem vindo a monitorizar os efeitos da greve junto dos revendedores de combustíveis, líquidos e gasosos, tendo recebido queixas dos seus associados que integram a Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA).

Os constrangimentos dos associados afetam "em particular os que têm postos exclusivos e que só podem facultar os abastecimentos a entidades prioritárias".

08h29 - Saída de camiões mantém-se constante em Aveiras de Cima apesar do feriado
Os camiões de transporte de matérias perigosas estão esta quinta-feira a sair com normalidade da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, Lisboa, e segundo um sindicato dos motoristas os serviços mínimos estão a ser cumpridos.

Entre as 05h00 e as 08h00 "saíram cerca de 20 camiões para o aeroporto e para os postos da REPA (Rede Estratégica de Postos de Abastecimento)", disse à Lusa um dos motoristas que esta quinta-feira de manhã coordena o piquete de greve junto à CLC.

De acordo com os motoristas concentrados junto à empresa "os serviços mínimos estão a ser cumpridos, apesar de ser feriado".


























07h15 - Quarto dia de greve sem feriado e sem diálogo à vista
O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, desafiou a Antram para uma reunião às 15h00 desta quinta-feira, mas a associação que reúne as empresas de transportes recusou, alegando que não negoceia enquanto durar a greve, convocada por tempo indeterminado.

"Não podemos, infelizmente, reunir com a espada na cabeça, não podemos negociar dessa forma (...), negociamos de uma forma franca e presencial (...), mas não sob ameaça de greve", foi a resposta de Pedro Polónio, um dos vice-presidentes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram).

Pedro Polónio falava na quarta-feira à noite, à saída do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, onde a Antram assinou um acordo relativo ao contrato coletivo de trabalho com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), afeta à CGTP, elogiado pelo primeiro-ministro, António Costa.

"Saúdo vivamente o acordo alcançado entre a Fectrans e a Antram. Neste caso imperou o bom senso e o diálogo", escreveu António Costa no Twitter, acrescentando esperar que "seja um exemplo seguido por outros", numa referência ao SNMMP e ao Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que também convocou a greve iniciada na segunda-feira.

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