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Correio da Manhã

Portugal
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Quatro professores atacam alunos gays

Denúncias constam de relatório sobre agressões homofóbicas.
Magali Pinto 16 de Maio de 2015 às 02:30
Muitas das vítimas também são brutalmente espancadas
Muitas das vítimas também são brutalmente espancadas FOTO: Getty Images

Cinco jovens no ensino secundário tentaram suicidar-se na sequência de agressões homofóbicas. Os dados constam do Relatório de Educação, da rede ex aequo, que recebeu 20 denúncias [de doze rapazes e oito raparigas] entre janeiro de 2013 e dezembro do ano passado. No que diz respeito aos agressores, 16 são alunos e quatro dizem respeito a professores. Dezassete casos aconteceram dentro da escola.

Onze ataques ocorreram no ensino secundário, quatro no ensino básico e três no ensino superior. O relatório refere que "se muitos alunos sofrem discriminação vinda dos seus colegas heterossexuais, outros também a sofrem de homo ou bissexuais que adotam posturas homofóbicas para que nenhum dos seus colegas desconfie da sua orientação sexual".

Apenas dois jovens apresentaram queixa às autoridades. Como consequência das agressões psicológicas, sete jovens automutilaram-se. Outras cinco vítimas desistiram da escola devido à perseguição pelos agressores.

Ainda segundo o relatório da discriminação elaborado pelo ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), num ano foram agredidas 69 pessoas. O relatório relata casos graves como o de um rapaz de 17 anos que foi violado em casa, em Lisboa, precisamente, por causa da sua orientação sexual.

Outro caso aconteceu nos Açores, onde um homem homossexual foi alvo de uma tentativa de homicídio por três membros da família. É referido que o homem continua a ser insultado e agredido fisicamente com frequência.
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