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Correio da Manhã

Portugal
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Radares avariados

Vários equipamentos vídeo, que registam o excesso de velocidade dos veículos, instalados em carros da BT da GNR estão avariados. O sistema Provida tem vindo a dar constantes problemas, devido à sua antiguidade, e o único equipamento existente no Algarve está em Lisboa para reparação, enquanto no resto do País se registam casos semelhantes.
26 de Dezembro de 2008 às 00:00
Equipamentos ao dispor da Brigada de Trânsito da GNR são antigos e os problemas sucedem-se, face à constante necessidade de reparações
Equipamentos ao dispor da Brigada de Trânsito da GNR são antigos e os problemas sucedem-se, face à constante necessidade de reparações FOTO: Lusa

"Os aparelhos de vídeo têm alguns anos, estão sujeitos a uma taxa de esforço enorme, e, com o uso, as avarias sucedem-se com maior frequência", reconhece o tenente-coronel Costa Lima, porta--voz do Comando-Geral da GNR.

O responsável adianta que "já decorrem auscultações para a compra de novos equipamentos, que a curto ou médio prazo terão de ser substituídos", garantindo ainda que a eficácia operacional da BT não está em causa.

O Grupo de Acção Conjunta (GAC) possui viaturas descaracterizadas com vídeo, que se deslocam para as áreas do País em que "seja necessário um reforço do efectivo" e Costa Lima assegura "a inexistência de falhas no sistema montado para esta época do ano, com os resultados a provarem-no: menos acidentes, assim como menos mortos e feridos graves".

José Alho, líder da Associação Profissional Sócio-Independente da Guarda, considera a inoperacionalidade de muitos vídeos "consequência do desinvestimento na BT. Há mais de um ano que esta força não recebe viaturas novas e os equipamentos deixam muito a desejar, dada a sua antiguidade e as avarias constantes", refere aquele responsável.

PORMENORES

MUITOS QUILÓMETROS

O Audi A4 existente no Algarve, que tem o equipamento avariado, irá completar em breve 500 mil quilómetros.

CINTOS E TELEMÓVEIS

Sem vídeo, o carro fiscaliza a falta de cinto, condutores a falar ao telemóvel e manobras perigosas.

DROGA

O despiste de drogas não tem sido frequente, dado o seu elevado custo. No Fim-de-Ano, contudo, haverá fiscalização.

 

 

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