Investimento esta terça-feira anunciado pelo ministro ronda os cerca de 36 milhões na rede SIRESP para ser concretizado até ao final de 2027.
A rede SIRESP vai passar a ter mais estações móveis e uma autonomia energética superior a 24 horas, anunciou esta terça-feira o Governo, avançando que serão distribuídos rádios desta rede por todos os municípios e juntas de freguesia.
Na cerimónia de apresentação das recomendações do grupo de trabalho criado pelo Governo há cerca de um ano para encontrar uma alternativa ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna deu conta das medidas que estão previstas para reforçar o SIRESP.
Algumas destas medidas tiveram como base o grupo de trabalho, estando alguns dos investimentos já em curso para que entrem em funcionamento de imediato e façam, segundo o Luís Neves, a diferença no verão.
Entre as medidas que vão ser visíveis este verão estão, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), a renovação das salas técnicas das estações base, reduzindo o risco de falhas por condições ambientais, sobreaquecimento ou degradação dos equipamentos, e maior autonomia energética nas estações, significando que vão passar a dispor de autonomia superior a 24 horas para garantir "comunicações mesmo em cenários de falha prolongada de energia, como já se verificou em eventos recentes".
O SIRESP passará a dispor, a partir de julho, mais de quatro estações-base móveis, "permitindo reforçar rapidamente a cobertura em zonas críticas, teatros de operações ou áreas com maior pressão operacional".
O MAI afirmou que está em curso a distribuição de terminais híbridos às autarquias, que permitem manter comunicações operacionais mesmo quando as redes comerciais falham, reforçando a articulação entre proteção civil, forças de segurança e autoridades locais.
Segundo o ministro, estão previstos a distribuição de 4.000 de rádios a municípios e juntas de freguesia, "assegurando acesso direto à rede SIRESP, reforço da ligação com forças de segurança, proteção civil e estruturas de comando distrital".
No entanto, Luís Neves admitiu que muitos dos rádios não vão chegar no início da época de incêndios e muitos deles podem ser deslocalizados para as regiões mais afetadas.
O investimento esta terça-feira anunciado pelo ministro ronda os cerca de 36 milhões na rede SIRESP para ser concretizado até ao final de 2027.
Luís Neves deu conta igualmente que vão ser adquiridas 5.176 unidades de terminais satélite para centros municipais de proteção civil, forças de segurança, centros de coordenação locais e estruturas de resposta em catástrofes, o que garante "conectividade mesmo em situações de falha total das redes terrestres".
O ministro disse ainda que o "risco zero não existe", mas garantiu que "há redundância" e "mais capacidade" para que o sistema não entre em falência, sublinhando que há "mais otimismos do que no passado".
O grupo de trabalho propôs ao Governo 33 recomendações para criar um sistema de comunicações críticas do Estado "soberano e resiliente" com base na análise dos eventos críticos, no levantamento de requisitos das entidades utilizadoras, que abrangeu forças de segurança, proteção civil, infraestruturas críticas e órgãos de soberania, e na avaliação dos modelos internacionais.
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