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Correio da Manhã

Portugal
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Relação mantém pena a jovem que esfaqueou colegas

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) manteve a pena de dois anos e meio de internamento, em regime fechado, aplicada pelo Tribunal de Sintra ao jovem de 16 anos que esfaqueou colegas numa escola de Massamá.
1 de Abril de 2014 às 17:58
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jovem, esfaqueou, matou, escola, Massamá, condenado, internamento, tribunal, relação, Lisboa, Tribunal de Família e Menores, Sintra, FOTO: Mariline Alves

"Fui hoje [esta terça-feira] informado que o Tribunal da Relação de Lisboa manteve a decisão do tribunal de primeira instância [Tribunal de Família e Menores de Sintra], mas ainda desconheço qual a fundamentação, pois ainda não fui notificado do acórdão que foi hoje proferido pela Relação de Lisboa", adiantou advogado do menor à agência Lusa.

Pedro Proença tinha interposto recurso para o TRL, após o tribunal de primeira instância ter condenado, a 04 de fevereiro de 2014, a dois anos e meio de internamento, em regime fechado, o jovem que esfaqueou colegas numa escola de Massamá, no concelho de Sintra, quando pretendia imitar um massacre.

Na ocasião, o Tribunal de Família e Menores de Sintra aplicou a medida ao menor - que à data dos factos tinha 15 anos - por três crimes de homicídio qualificado na forma tentada, cometidos sobre dois colegas de turma e uma funcionária, e por um crime de detenção de arma proibida. O tribunal não deu como provado o terrorismo e as 66 tentativas de homicídio, crimes pelos quais o jovem também estava indiciado no despacho de promoção judicial do Ministério Público.

A 14 de outubro de 2013, o menor, com duas facas de cozinha e um 'spray' de gás pimenta na mochila, segundo a PSP, fez explodir um 'very light' num dos pavilhões da Escola Secundária Stuart Carvalhais, provocando a saída dos alunos das aulas e começando a esfaqueá-los.

Nesse dia, fonte policial adiantou à Lusa que o jovem, que acabou por esfaquear colegas e funcionária, pretendia "imitar um massacre e matar, pelo menos, 60 pessoas", de acordo com uma folha A4 que se encontrava na mochila do menor quando este foi detido.

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