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Relação perdoa 24 crimes ao violador de Telheiras

Cinco meses depois de ter sido condenado à pena máxima por violar 14 raparigas, Henrique Sotero soube ontem que irá cumprir, afinal, 21 anos de cadeia. O Tribunal da Relação de Lisboa perdoou-lhe 24 crimes – 12 raptos, oito crimes de coacção sexual, dois roubos agravados e dois abusos sexuais.

25 de fevereiro de 2012 às 01:00

Significa isto que dos 71 crimes pelos quais foi condenado em primeira instância, a Relação considerou que apenas 47 ficaram provados. No que diz respeito a indemnizações, nada foi alterado - o predador sexual vai ter de pagar 135 mil euros a cinco das 14 raparigas que atacou, as que se constituíram assistentes. Apesar de os juízes da Relação entenderem que as vítimas estiveram "encurraladas e sem possibilidade de defesa", consideram também como atenuantes a confissão e o arrependimento do arguido.

"Assiste razão ao arguido quando afirma que a ausência de antecedentes e a confissão não foram atendidas", pode ler-se no acórdão. Quanto ao arrependimento, realça-se que deixou de cometer crimes quando foi abordado pela PJ em 2010.

"PELO MENOS FICOU COM MAIS DE VINTE ANOS"

A redução da pena de 25 para 21 anos aplicada ao violador de Telheiras desencadeou várias opiniões. José Pereira da Silva, que defende Sotero, ainda não está satisfeito e já disse que vai recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça. Já os advogados de defesa da s vítimas mostraram-se conformados com os 21 anos de prisão. António Rodrigues, que defendeu uma jovem de 18 anos, considera que se fez justiça na parte das indemnizações. Quanto à redução da pena, diz que "pelo menos está acima dos 20 anos, como queríamos".

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