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Revoltosos do navio 'Mondego' contestam juiz sem curso

Defesa de militares acusados por violação de segredo de Estado alega que oficial da Marinha defende interesses da Armada.

23 de abril de 2026 às 01:30

O início do julgamento de três militares do NRP Mondego por violação de segredo de Estado ficou marcado pela contestação ao capitão-de-mar-e-guerra João Passos Ramos, um dos três elementos do coletivo de juízes. A Defesa acusa o oficial da Marinha de não ter curso de Direito e de estar sujeito à avaliação pela hierarquia, o que "contamina a independência e a imparcialidade".

"A Marinha não pode estar neste tribunal", alegou o advogado Paulo Graça, apontando a "nulidade". A lei prevê que os tribunais militares sejam compostos por dois juízes civis e um oficial do ramo a que pertencem os arguidos, mas apenas diz que ter formação em Direito é "preferencial". Os juízes militares são propostos pelas Forças Armadas ao Conselho Superior da Magistratura, que analisa e aprova a indicação, o que aconteceu com João Passos Ramos. 

A juíza presidente do coletivo, Tânia Gomes, negou o pedido e avançou com o julgamento, mas o mesmo não teve qualquer avanço prático. Os três militares não prestaram declarações e as duas testemunhas arroladas - o comandante e a imediato do 'NRP Bojador' - não chegaram a ser ouvidas.

A Defesa avisa que vai recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Uma vitória implicaria mudar a lei dos tribunais militares em Portugal. 

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