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Correio da Manhã

Portugal
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Roubaram 190 mil euros por telefone

O luso-americano Allan Sharif – conhecido por tentar assaltar um banco em Miami por telefone – e sete familiares foram acusados de burlar e extorquir, a partir de Portugal, dezenas de empresas estrangeiras, sob ameaça de bombas. Os arguidos arrecadaram, entre Agosto a Dezembro de 2007, mais de 190 mil euros sem saírem do distrito de Viseu, segundo a Acusação agora deduzida pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra.
10 de Junho de 2009 às 00:30
Allan Sharif, que tentou assaltar um banco em Miami, e sete familiares acusados de dezenas de crimes
Allan Sharif, que tentou assaltar um banco em Miami, e sete familiares acusados de dezenas de crimes FOTO: D.R.

As ameaças eram feitas por telefone. Allan Sharif comandava as operações e ligava para as empresas onde funcionavam os serviços financeiros da Western Union ou da MoneyGram, nos EUA, Reino Unido, Holanda e Dinamarca.

A investigação, conduzida pelo DIAP de Coimbra e levada a cabo pela Unidade Nacional Contra--Terrorismo da PJ, concluiu que a rede familiar, encabeçada por Allan Sharif, actuava em duas frentes: extorsão e a burla.

Em alguns casos, o luso-americano telefonava para as empresas e, ameaçando com a existência de bombas prontas a explodir nas instalações das vítimas, exigia o pagamento de avultadas quantias monetárias, a fazer através de transferências. Por vezes, alertava também para a presença de atiradores furtivos nas imediações das empresas, prontos a disparar.

A outras firmas, que foram vítimas de burla, Allan Sharif identificava-se como funcionário do suporte técnico da Western Union. Alegando que o sistema informático estava com problemas, pedia aos funcionários para fazerem um teste de transferência de dinheiro – que afinal era real –, sendo os dados do destinatário (os seus familiares) fornecidos pelo arguido. Há situações em que uma só empresa fez várias operações deste género. No total estão em causa 27 situações de burla e extorsão. Em ambos os casos, o papel dos familiares, a maioria tios e primos do principal arguido, era recolher o dinheiro transferido pelas vítimas.

PORMENORES

MEMÓRIA FUTURA

Trinta funcionários de firmas lesadas ouvidos por videoconferência para memória futura.

PROCESSO VOLUMOSO

O processo tem 18 volumes, mas foram analisados mais de 50 apensos e 200 CD de escutas telefónicas.

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