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Seis anos de prisão para jovem acusado de incitar massacres no Brasil

Jovem era suspeito de liderar um grupo na rede social Discord, no qual incitava adolescentes à prática, com transmissão em direto, de atos violentos contra si próprios.

01 de julho de 2026 às 16:31

Foi condenado a seis anos de prisão o jovem de 18 anos acusado de incitar a massacres no Brasil. Miguel Ângelo foi condenado por dois crimes de maus tratos a animais de companhia, um de pornografia de menores agravado e outro de homicídio na forma tentada. Foi condenado também por apologia pública de um crime. O arguido, acusado de mais de 240 crimes, estava em prisão preventiva desde que foi detido em maio de 2024. 

A leitura do acórdão decorreu esta quarta-feira no Tribunal de Santa Maria da Feira, tendo o coletivo de juízes dado como não provada a grande maioria dos factos imputados pelo Ministério Público (MP) ao arguido.

Miguel estava acusado de 224 crimes de pornografia de menores, 223 deles agravados. Miguel tinha 17 anos quando os crimes ocorreram. Passava muito tempo atrás do computador na casa da mãe, em Santa Maria da Feira. No grupo do 'Discord', apelava-se ainda ao ódio, eram mantidos discursos racistas e incentiva-se a automutilação e a violência contra animais.

O jovem era suspeito de liderar um grupo na rede social Discord, no qual incitava adolescentes à prática, com transmissão em direto, de atos violentos contra si próprios, outras pessoas e animais de estimação.

Entre estes, está a instigação de quatro massacres em escolas no Brasil, incluindo o que ficou conhecido como o Massacre de Sapopemba, em São Paulo, no qual um adolescente de 16 anos matou a tiro uma colega de 17 e feriu outros três estudantes, em 23 de outubro de 2023.

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