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Seis vítimas dos fogos ainda em risco de vida

Juiz Mário Mendes admite ao CM que número de vítimas mortais ainda pode crescer.

02 de dezembro de 2017 às 01:30

A desorganização das forças de segurança é muitas vezes referida como um dos fatores de agravamento da tragédia de Pedrógão, nas 96 páginas do relatório sobre o incêndio que o Governo não tornou público.

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Capítulo secreto do relatório revela mortes aflitivas em Pedrógão

Os docentes do Centro de Estudos de Incêndios Florestais descrevem de forma pormenorizada como morreram as vítimas dos incêndios e concluem, por exemplo, que a maior parte perdeu a vida no espaço de apenas uma hora e quando tentava fugir. São também contadas as histórias dos sobreviventes e até dos heróis. Como o caso do adjunto do comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande, que foi responsável pelo evitar de dezenas de mortes.

Para já, o número de vítimas mortais, nos dois maiores incêndios deste ano - o de Pedrógão e o 15 de outubro que voltou a fustigar a região Centro - continua a não ser definitivo. O juiz conselheiro Mário Mendes, que integra o grupo que fixou os critérios para a atribuição das indemnizações, disse ao CM que há ainda seis pessoas que correm risco de vida.

Em Pedrógão estão contabilizadas 66 vítimas e no incêndio de 15 de outubro o número oficial de mortes é 45. Haverá ainda dois desaparecidos. "Poderá rondar os 120 mortos", esclareceu o magistrado ao CM.

A comissão acabou também com a figura de vítimas indiretas, abrangendo todas no mesmo grupo: quer as que morreram carbonizadas, quer, por exemplo, as pessoas que morreram atropeladas quando tentavam fugir.

A mesma comissão atribui ainda 70 mil euros como o valor mínimo que o Estado está obrigado a pagar. 

‘Expresso’ divulga capítulo secreto  

As 94 páginas do capítulo 6 do relatório sobre o incêndio de Pedrógão, que o Governo ‘censurou’ e não tornou público, foram ontem divulgadas pelo semanário ‘Expresso’. Foram cortadas as referências pessoais.

PORMENORES 

Provedoria atribui

Caberá à Provedoria de Justiça atribuir o valor das indemnizações. Esse montante será definido tendo em conta os critérios fixados pela comissão.

Aumenta sofrimento

O aumento do sofrimento é um dos critérios para o aumentar da indemnização. É o caso, por exemplo, em que a vítima teve consciência de que ia morrer.

Sem prazos

Não há um prazo definido para o pagamento das indemnizações, mas o Governo quer que seja rápido. A Comissão decidiu em três semanas.

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