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Sistema inovador no processo Fénix

Plataforma permite localizar vigilâncias e ouvir escutas.

23 de fevereiro de 2017 às 08:33

Um sistema informático inovador, criado por um juiz e usado no processo Face Oculta, vai agora ser utilizado no processo Fénix. O objetivo é auxiliar a Justiça, cruzar dados em tempo real e permitir a audição das escutas, de forma rápida, na sala de audiências.

O sistema tinha sido estreado em novembro de 2011. Nessa altura, ainda era o embrião do que mais tarde foi batizado de Sistema Integrado de Informação Processual. Foi criado pelo juiz António Gomes – juiz de instrução no processo Face Oculta – e já ajudou a condenar o ex-ministro Armando Vara e o ex-secretário de Estado José Penedos. Agora, vai ser usado no processo que leva Pinto da Costa e Antero Henrique ao banco dos réus.

O objetivo da plataforma é simples - permite localizar, consultar e exibir de forma rápida, em tribunal, os documentos, as escutas e os interrogatórios. Tudo o que integra um megaprocesso judicial.

A segurança também não foi esquecida. A aplicação não é colocada em rede, fica alojada num servidor local, no qual são inseridos os documentos digitalizados. E há níveis de uso diferentes, com prerrogativas próprias.

A instalação do sistema já está a ser feita. Amanhã, quando o julgamento recomeçar, para a quarta sessão, com o interrogatório ao polícia reformado Alberto Couto - primo de Pidá - poderá já estar operacional.

E já será possível confrontar os arguidos com as escutas e até as vigilâncias. Tudo em tempo real.

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