page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Sucessão de erros faz quatro mortos no mar na Figueira da Foz

Causas foram manobra errada, falta de estabilidade e portas abertas, que provocaram alagamento.

27 de agosto de 2018 às 08:23

Uma manobra errada na recolha da rede de pesca, o não fecho de várias portas do barco - prejudicando a estanquidade - e alterações não aprovadas que tiraram a estabilidade do arrastão, foram as causas do naufrágio do ‘Veneza’ na madrugada de 29 de novembro de 2017. O acidente, a 20 km ao largo da Figueira da Foz, provocou quatro mortos. O corpo de um deles, o mestre Orlando Fonseca, ainda não foi encontrado.

As conclusões são do Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos. No relatório, a que o CM teve acesso, são descritas as manobras de arrasto até ao alerta automático de naufrágio às 04h15. "O afundamento foi repentino pois a tripulação não teve tempo de envergar os coletes e nem de pedir socorro", descreve. Um dos quatro tripulantes estava embarcado apenas como observador.

Na faina perdeu uma porta de arrasto e estava a alar a rede com a grua a estibordo (direita) quando o normal seria na popa (atrás). O peso da rede e o mar a bater a bombordo terão feito com que o arrastão adornasse e a água entrasse por estibordo. Rapidamente foi inundado devido ao facto de as portas da casa do leme, acesso ao porão e interior da embarcação estarem abertas. É referido um cabo preso na hélice e veio "durante a descida da embarcação até ao fundo ou durante a manobra de recolha".

Os investigadores alertam que uma vistoria da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos "constatou que a embarcação não cumpria com os critérios de estabilidade, pois adormecia a um dos bordos [o que terá contribuído para o acidente], pelo que deveria efetuar as modificações necessárias e solicitar nova vistoria".

Mas antes de o processo estar concluído foi "emitido o certificado de navegabilidade (...) pela Capitania do Porto da Nazaré". Tal leva os investigadores a recomendar que aquando "da emissão de certificados de navegabilidade, seja confirmada a não existência de processos de modificação em curso" e que quando se tratem de situações que "coloquem em causa a navegabilidade" seja recolhido o certificado de navegabilidade.

PORMENORES

Não foi abalroada

"A embarcação Veneza não colidiu com outra embarcação ou navio e não embateu em nenhum objeto", diz o relatório.

Sem coletes salva-vidas

"Os 3 tripulantes recolhidos da água já cadáveres não se encontravam no interior da embarcação e não envergavam coletes salva-vidas", afirma.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8