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Suspeitas sobre empresas levam a buscas na Marinha e Força Aérea

Ansiedade crescente por ação da Justiça no momento em que se decide quem será o próximo CEMGFA. Em causa estão crimes económicos nas áreas de alimentação e serviços de limpeza.

12 de fevereiro de 2026 às 01:30

Nas Forças Armadas este é o mês de contar espingardas pelo cargo de Chefe do Estado-Maior-General (CEMGFA), que poderá ficar vago nos últimos dias deste fevereiro, caso o Governo e o Presidente da República não reconduzam o atual, o general Nunes da Fonseca (Exército). E na quarta-feira as buscas do Ministério Público e Polícia Judiciária Militar (PJM) à Força Aérea e Marinha criaram ainda maior ansiedade; e, até, desconfiança. Em causa crimes económicos relacionados com empresas contratadas por estes dois ramos militares, soube o CM, nas áreas da alimentação e de limpeza, ocorridos até 2021.

Na Força Aérea terão sido vários os departamentos visitados pelos investigadores, todos no Estado-Maior, em Alfragide; já na Marinha as buscas cingiram-se à Escola Naval, em Almada. Ambos os ramos adiantaram ao CM terem colaborado "de forma plena e ativa" com Ministério Público e PJM durante as buscas, que foram primeiro noticiadas pela agência Lusa. Força Aérea e Marinha podem ser, indicam fontes militares, suspeitos secundários na investigação - que a Procuradoria Geral da República confirma sem dar mais informações.

E foi na Força Aérea, cujo chefe, o general Cartaxo Alves, é apontado como favorito ao sucessão do CEMGFA (este ramo não ocupa o cargo desde a saída de Luís Araújo há 12 anos), que o momento escolhido para as buscas causou maior estranheza. Por um lado, a proximidade da escolha do próximo CEMGFA; por outro o forte empenhamento no socorro à calamidade trazida pelas tempestades.

Na Armada, cujo chefe, o almirante Nobre de Sousa, é o mais moderno (há menos tempo no cargo) dos chefes dos três ramos, e até por isso considerado que não corre pelo posto de CEMGFA, as buscas foram encaradas com maior naturalidade.

A investigação não se estenderá ao Exército, cujo chefe, o general Eduardo Mendes Ferrão, também termina o mandato de três anos no final do mês, podendo ou não ser reconduzido; ou chegar a CEMGFA.

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