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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Tempo vai piorar durante a tarde de hoje

Ilha da Madeira, primeiro, e zona sul do Continente, depois, devem ser as zonas mais afectadas.

04 de março de 2010 às 00:30

Uma nova depressão formada no Atlântico está a caminho da Madeira e do Continente, com a previsão de um agravar do estado do tempo com vento e chuva forte. Há oito dias a passagem do ciclone – ou depressão cavada – Xynthia vitimou uma criança, provocou nove feridos, deixou 47 desalojados e um milhão de clientes da EDP sem electricidade.

O mau estado do tempo incide desde terça-feira, em particular na região Centro e Sul, levando o Centro de Previsão do Instituto de Meteorologia a 'colocar o aviso amarelo [terceiro mais grave] para os parâmetros aguaceiros, com possibilidade de ocorrência de trovoada e agitação marítima, com ondas de 4 a 5 metros. Para o Distrito de Faro foi ainda emitido aviso de vento, para rajadas até aos 80 km/h no Litoral'.

'Sexta feira [amanhã] voltará a ser um dia bastante complicado', adiantou Idália Moniz, do Instituto de Meteorologia (IM). O agravamento das condições meteorológicas começa a ser sentido hoje na Madeira, a partir das 12h00, devido à 'aproximação da depressão'. A chuva deve começar a cair com intensidade durante a tarde e os ventos podem chegar aos 110 quilómetros por hora, 'em especial nas zonas montanhosas'. 'Ao afastar-se do arquipélago e aproximar-se do Continente, a partir do Sul, as condições meteorológicas agravar-se--ão', acrescentou a meteorologista.

A zona Sul do País deve ser a mais afectada. Em particular, o Algarve, onde, nos últimos dias, o estado do mar tem feito estragos. A conjugação das habituais marés-vivas, típicas do equinócio, 'com uma ondulação sul de 4 a 5 metros e o vento forte, também de sul' fez com que o mar atingisse a costa com esta força, explica Marques Ferreira, comandante da Zona Marítima do Sul.

Ontem, a maré cheia da madrugada inundou a Baixa de Tavira e, ao longo de todo o dia, as ondas fustigaram as ilhas da Fuseta e Faro.

Na Ilha do Farol, em frente a Olhão, um bar foi atingido e em Armação de Pêra as ondas levaram parte do areal da praia do Olival. Na zona de Portimão, as ondas taparam quase por completo os molhes da barra e danificaram três apoios de praia. Já no interior do rio Arade a água galgou os muros da Marina, embora sem causar danos nas lojas.

A condições do mar obrigaram ainda ao encerramento de cinco barras no Algarve: Vila Real de Santo António, Tavira, Olhão, Albufeira e Alvor.

CICLONE XYNTHIA MATOU 62

O ciclone – ou depressão cavada – que atingiu Portugal no sábado, tendo provocado a morte de um rapaz de dez anos em Paredes, fez mais 61 vítimas no resto da Europa. França foi o país mais afectado, com 51 mortos, na Alemanha morreram quatro e em Espanha três. Os prejuízos materiais ascendem a três mil milhões de euros.

ILHA DA FUSETA 'LIMPA' EM MARÇO

Ontem, o mar voltou a atingir com força a Ilha da Fuseta, em Olhão. O único restaurante da Ilha foi afectado e mais quatro casas foram destruídas, elevando para 42 o total desde Dezembro. Ontem foi também anunciado que o processo de adjudicação para os trabalhos de limpeza dos destroços já foi iniciado. A demolição de casas, prevista no Programa Polis, foi antecipada para Março.

ACESSO À PRAIA DE FARO FECHADO DUAS VEZES

Devido à força do mar e ao perigo que representava para a circulação, a ponte de acesso à Praia de Faro foi ontem encerrada duas vezes pelas autoridades, nos períodos que coincidiram com a maré cheia. Primeiro, das 06h00 às 09h00, depois, entre as 16h00 e as 18h00.

Tanto de madrugada como à tarde, as ondas atravessaram a faixa de terra que separa o mar da Ria Formosa e voltou a colocar em risco as habitações da zona. Bombeiros de Faro, Protecção Civil e GNR mantiveram-se de prevenção na Praia. Tal como maquinaria da Câmara, utilizada para limpar a areia que se acumulou na estrada. Apesar do perigo, não se registou qualquer destruição de estruturas. Muitas casas, no entanto, ficaram cobertas de areia.

MARÉS-VIVAS AMEAÇAM BAR NA CAPARICA

 Marés-vivas fizeram desaparecer milhares de toneladas de areia, que no último Verão foram colocadas nas praias norte da Costa de Caparica (concelho de Almada). Sob ameaça está o bar Búzios, depois de ontem à tarde o mar ter arrastado a esplanada. O presidente da junta de freguesia local avançou que para hoje de manhã a cidade fica novamente sob ameaça do mar, na praia de S. João, pelo que considera que a colocação de areia foi 'uma solução de remendo'. Segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil, o risco de galgamento do mar ocorreu ontem junto de alguns parques de campismo da Costa de Caparica – INATEL, C.C. Almada e GNR – tendo invadido a vala que permite o escoamento da água das chuvas.

PORTIMÃO: DANOS NAS PRAIAS

A zona costeira de Portimão foi das mais atingidas pelas marés-vivas e pela forte ondulação. Três apoios balneares sofreram danos e o mar roubou muita areia das praias

FERRAGUDO: BAIXA INUNDADA

A água do mar invadiu a zona baixa da vila piscatória de Ferragudo, no concelho de Lagoa, e inundou o edifício da estação salva-vidas, mas não se registaram estragos

LISBOA: PISO ABATEU

A calçada da Estrela, em Lisboa, esteve ontem cortada ao trânsito devido ao abatimento do piso, que abriu um buraco na via entre os carris do eléctrico

CASCAIS: MARGINAL FECHADA

O trânsito na estrada Marginal esteve cortado entre as 05h00 e as 08h00 de ontem na Parede, concelho de Cascais, devido à forte agitação marítima que galgou o paredão

PESQUEIRO: PEDIDO DE SOCORRO

Após o pedido de socorro uma embarcação de pesca, que se deslocava para o Algarve, foi ontem acompanhada pela Polícia Marítima até ao porto de Cascais devido à forte ondulação

 

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