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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

“Tirámos pessoas de casas a arder”

Moradores descrevem momentos de terror no Funchal.

11 de agosto de 2016 às 01:45

'Já fui bombeiro e nunca vi nada assim'

Um homem saltou o muro para salvar a vizinha de 70 anos no momento em que já ardia o cimo da casa. Tirámos pessoas de casas a arder." A recordação dolorosa é de Nélson Gouveia, morador no Alto da Pena, Funchal. Combateu o fogo que acabaria por matar três vizinhas que ficaram encurraladas em duas casas contíguas. "Salvámos as casas uns dos outros. Nunca passei por nada assim. Não ardeu mais porque o fogo chegou a árvores de fruto que estão verdes", descreve o homem de 29 anos.

Em frente à sua casa, do outro lado do vale, ficam as das vítimas mortais. Por "milagre", há moradias ilesas entre outras destruídas. "As casas que arderam eram antigas, de madeira", justifica. Vizinhas falam em "noite e dia sem dormir". Mas não querem conversar. Apenas "esquecer o dia de ontem [terça-feira], hoje [ontem] e os próximos..." Ainda assim, lamentam que as bocas de incêndio que estão a ser montadas na rua "cheguem tarde demais".

No Alto da Pena, freguesia de Santa Luzia, o fogo chegou ao final da tarde. Uma mulher, de cerca de 50 anos, e a sua mãe, de 80, morreram. O marido estava num hotel em trabalho e os filhos no continente.

"A casa ficou destruída em 15 a 20 minutos. A azáfama e o barulho impediram-nos de ouvir gritos ou pedidos de socorro", lamenta um vizinho. "E mesmo que quiséssemos fazer algo era impossível, com o vento e o calor...", completa Nélson Gouveia.

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