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Tiro no peito de Comando leva PJ Militar a deter camarada de armas

Deison Camara, tramado por perícias, ficou em prisão preventiva.

01 de dezembro de 2018 às 01:30

Deison Camara, comando de 21 anos que estava de guarda ao paiol do quartel da Carregueira, a 21 de setembro, manteve ontem perante a juíza do tribunal de Sintra a versão de sempre: só ouviu um disparo e encontrou Luís Teles, outro militar de elite, dois anos mais velho, caído no chão.

Tudo apontava para suicídio – mas a vítima foi atingida no peito, o que inviabilizou desde logo essa tese, pela quase impossibilidade de alguém se atingir a si próprio, com uma G3, no peito.

Restava a hipótese de homicídio – as mãos de Luís Teles não tinham vestígios de disparo (resíduos de pólvora) – e a metralhadora encontrada perto do corpo da vítima estava, afinal, distribuída pelos Comandos a Deison Camara.

Estes e outros indícios, periciais, levaram à detenção do comando por homicídio, por parte da PJ Militar, na quarta-feira, e à aplicação, ontem, da prisão preventiva – a juíza considera que há fortes indícios da prática do crime e que há perigo de fuga e de perturbação do inquérito.

Deison, agora no presídio de Tomar, não confessa, e está por esclarecer o motivo do crime.

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