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Trabalhou perto do local do crime

As buscas domiciliárias e o facto de ter trabalhado em Ílhavo - para além da confissão do crime a uma jornalista - foram as bases utilizadas pela Judiciária para incriminar José Guedes pela morte de Filipa Ferreira, em Cacia, Aveiro, no ano 2000. As afirmações foram feitas ontem, no Tribunal de Aveiro, por José Bento, inspector da PJ.

28 de novembro de 2012 às 01:00

Para o Ministério Público, que deduziu acusação, foi suficiente encontrar facas em casa do alegado ‘Estripador de Lisboa’ e a descrição do local do crime que aquele fez, durante as conversas com a mesma jornalista.

"A construção do Centro de Saúde de Ílhavo, que foi inaugurado em 1998, foi a única forma de colocar o arguido próximo do local do homicídio", disse o investigador, em resposta a Poliana Ribeiro, advogada de Guedes. A causídica quis saber se a zona de Cacia descrita pelo alegado homicida - e onde disse, inclusive, ver uma fábrica semelhante à refinaria de Matosinhos - poderia ser confundida com Estarreja, para onde Guedes viajava com frequência e onde também existe uma zona industrial. José Bento não soube responder.

Na sessão de ontem foi ainda ouvido Henrique Reis, um antigo colega de Guedes no colégio dos Carvalhos. O homem contou em tribunal que o ‘Estripador’ era agressivo e que lhe contaram vários episódios de violência em que aquele esteve envolvido. "Éramos todos iguais, revoltados por termos sido abandonados", referiu a testemunha.

O julgamento prossegue amanhã de manhã.

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